Coragem em Alto Mar: Brasileiro Remador Cria Desafio Transatlântico para Apoiar a Ucrânia

Coragem em Alto Mar: Brasileiro Remador Cria Desafio Transatlântico para Apoiar a Ucrânia

Frio e Solidariedade: A Luta dos Médicos Ucranianos em Meio à Guerra

Kiev enfrenta um inverno rigoroso, intensificado não apenas pelas baixas temperaturas, mas também pela destruição da infraestrutura energética causada por ataques constantes da Rússia. A escassez de aquecimento torna o trabalho dos profissionais de saúde ainda mais desafiador. Sem apoio internacional, a situação se agrava, dificultando o acesso a itens essenciais e colocando em risco a vida de muitos.

Na Clínica Feofania, o médico-chefe adjunto Andriy Strokan observa a pequena bandeira ucraniana desgastada na parede, um símbolo de resistência. A bandeira pertence a Leonid Krivsky, um anestesiologista britânico com raízes ucranianas, que fez uma travessia transatlântica para apoiar os médicos ucranianos. “Ele tem contribuído enormemente para nossa clínica”, destaca Strokan.

Krivsky, que vive no Reino Unido há 25 anos, arrecadou 60 mil libras esterlinas (aproximadamente R$ 430 mil) para hospitais ucranianos por meio da campanha “Leo’s Row”. Ele começou a ajudar desde o início da invasão russa em 2022, além de apoiar instituições desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia.

Uma Jornada de Solidariedade

Nascido em Moscou em 1971 e radicado no Reino Unido desde 2002, Krivsky decidiu criar sua própria organização humanitária, a Ukrops, após perceber a necessidade urgente de assistência médica na Ucrânia. A ideia de uma travessia do Atlântico surgiu como um gesto simbólico de apoio. Com um barco de remo chamado Happy Socks, que já havia cruzado o Pacífico, ele se preparou para a jornada que duraria quase 100 dias.

A travessia começou em 26 de dezembro de 2024, quando Krivsky partiu das Ilhas Canárias em direção a Barbados. Ele enfrentou desafios imensos, incluindo problemas com o barco que quase o levaram a desistir. Em meio a tempestades e escassez de suprimentos, Krivsky registrou sua experiência em um site, onde também arrecadava fundos para médicos na Ucrânia.

Superando Limites

Durante sua travessia, Krivsky enfrentou momentos de desespero, como quando um grande navio quase colidiu com seu barco. As últimas semanas foram as mais difíceis, com alimentos escassos e a sensação de solidão no vasto oceano. Ao chegar a Barbados, ele foi rebocado até o porto e reencontrou sua família, marcando o fim de uma jornada extraordinária.

A ajuda de Krivsky se tornou crucial para a Clínica Feofania, que recebeu suprimentos essenciais para a realização de cirurgias em pacientes feridos em guerra. Em 2022, a clínica operou cerca de 40 pacientes graças ao apoio recebido. Outros hospitais, como o Centro Ortopédico de Dnipro, também se beneficiaram de equipamentos doados, permitindo que tratassem vítimas de guerra, incluindo crianças.

Compromisso e Empatia

Leonid Krivsky é agora uma figura respeitada na Ucrânia. Sua abordagem pessoal na ajuda humanitária garante que os suprimentos enviados sejam realmente necessários. “Fazemos tudo pessoalmente. Conhecemos bem as pessoas na Ucrânia; não enviamos coisas que não serão utilizadas”, explica.

As experiências vividas durante sua travessia continuam a moldar seus projetos e sua visão de solidariedade. “Muitas vezes, nem sequer começamos porque temos medo de falhar. Você precisa começar e não pode ter medo”, conclui com um sorriso, reafirmando seu compromisso com a causa ucraniana.

Fonte: Link original

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