Fernando Morais move ação contra OpenAI por direitos autorais

Fernando Morais move ação contra OpenAI por direitos autorais

Fernando Morais Processa OpenAI por Uso Indevido de Suas Obras

O renomado escritor e jornalista Fernando Morais entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, a empresa por trás do ChatGPT, na Justiça de São Paulo. O processo, protocolado na última terça-feira (11), alega que a inteligência artificial utilizou suas obras sem autorização para treinamento e reprodução de conteúdos protegidos por direitos autorais.

A defesa de Morais alega que o ChatGPT é capaz de fornecer informações detalhadas sobre suas publicações, como "Chatô: o Rei do Brasil", "Corações Sujos" e "Olga". Segundo os advogados, a ferramenta reproduz ou sintetiza trechos e ideias presentes nas obras sem a permissão do autor, o que caracteriza uma violação das leis de direitos autorais.

Na ação, Morais solicita que a OpenAI seja impedida de utilizar suas obras sem consentimento, prevendo uma multa diária em caso de descumprimento. Além disso, ele requer uma indenização por danos materiais e morais, inicialmente fixada em R$ 100 mil, valor que pode ser revisto após uma perícia para avaliar os possíveis prejuízos.

Os advogados de Morais argumentam que o uso de suas obras no treinamento da inteligência artificial e a reprodução de informações extraídas podem comprometer a exploração comercial dos livros. Entre os exemplos citados, destacam o desempenho do ChatGPT ao responder perguntas sobre "Chatô: o Rei do Brasil", onde a ferramenta teria apresentado a estrutura e o conteúdo da obra de maneira detalhada.

No caso de "Corações Sujos", a defesa aponta que o sistema oferece análises e resumos dos argumentos desenvolvidos pelo autor. Em relação a "Olga", a ação menciona que o ChatGPT fornece descrições minuciosas de episódios envolvendo Olga Benário no campo de concentração de Ravensbrück.

Até o fechamento desta matéria, a OpenAI não havia se pronunciado sobre o processo. A ação de Morais levanta questões importantes sobre o uso de obras literárias na era da inteligência artificial e os direitos dos autores frente a novas tecnologias.

Fonte: Link original

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