Flávio Bolsonaro Aciona TSE Contra Campanha de Lula em 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL) ingressou com uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contestando a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial de 2026. A ação, protocolada na última sexta-feira (23), alega abuso de poder político e econômico, além do uso indevido de meios de comunicação pela campanha do petista.
Segundo a equipe do senador, uma estrutura coordenada de comunicação digital foi criada em plataformas como Facebook, Instagram, WhatsApp e X, favorecendo a candidatura de Lula. A ação aponta que recursos financeiros, anúncios pagos e a mobilização de perfis nas redes sociais foram utilizados para amplificar a mensagem da campanha petista.
Os documentos apresentados ao TSE incluem alegações sobre gastos com publicidade, páginas sem identificação de responsáveis, repositórios de conteúdo e publicações coordenadas. Flávio Bolsonaro afirma que essas práticas aumentaram a disseminação de mensagens favoráveis a Lula e, em contrapartida, geraram conteúdos negativos direcionados a sua candidatura.
A campanha do senador contabiliza um total de 6.606 anúncios classificados como "propaganda negativa", com despesas que variam entre R$ 1,54 milhão e R$ 2,49 milhões. Deste total, 1.818 anúncios foram removidos pelas plataformas. Além disso, foram identificadas 53 páginas sem responsáveis, associadas a 4.625 anúncios, que teriam sido utilizadas para direcionar tráfego a canais ligados à candidatura de Lula.
Outro ponto destacado na ação é a menção a pagamentos realizados em diferentes moedas, como reais, dólares e pesos colombianos, o que, segundo a argumentação, justifica a necessidade de apurar a origem desses recursos. A acusação também cita 130 chamadas de mobilização para eleitores de Lula, entre os dias 8 e 21 de outubro, e afirma que 55 das 66 hashtags utilizadas alcançaram o status de entre as dez mais populares em todo o país.
Para a campanha de Flávio Bolsonaro, esses números indicam uma atuação coordenada de diversos perfis com o objetivo de aumentar a circulação de conteúdos relacionados à disputa eleitoral. Diante disso, a equipe do senador solicita "medidas urgentes" para interromper as condutas apontadas, remover conteúdos e preservar evidências digitais.
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