Empresário Envolvido em Caso da Morte do Cão Orelha Morre em Florianópolis
Na madrugada desta segunda-feira (13), Tony Marcos de Souza, um dos indiciados por suposta coação de testemunha no caso da morte do Cão Orelha, faleceu em Florianópolis. A confirmação da morte, atribuída a um infarto, foi feita pela família do empresário, que tinha 52 anos.
Ainda não há informações sobre o velório ou o sepultamento de Souza. Sua morte ocorre em meio a um processo investigativo que envolve a morte de um animal, que gerou grande comoção pública.
O caso do Cão Orelha, encontrado em estado crítico na praia em 5 de janeiro, levou a investigações sobre maus-tratos. O cão foi resgatado e levado a atendimento veterinário, mas não sobreviveu às gravíssimas lesões que apresentava. O veterinário Derli Royer, que atendeu o animal, relatou ferimentos severos na cabeça e desidratação acentuada.
Investigações do Ministério Público revelaram que três adultos, supostamente ligados aos adolescentes envolvidos no caso, teriam tentado coagir uma testemunha. Em 29 de janeiro, a 32ª Promotoria de Justiça, especializada na Defesa do Meio Ambiente, decidiu transferir o caso para uma Promotoria Criminal comum, após analisar as evidências.
O promotor Fabiano Henrique Garcia indicou que os conflitos entre os adultos surgiram após desentendimentos pessoais, exacerbados por imagens e áudios compartilhados nas redes sociais.
Após a exumação do Cão Orelha, o laudo pericial, concluído em fevereiro, não encontrou fraturas ou danos que indicassem ação humana. A Polícia Científica também não conseguiu determinar a causa da morte do animal, que continua a ser um mistério.
A história do Cão Orelha continua a gerar debates sobre a proteção dos animais e a responsabilidade de seus tutores, enquanto a investigação avança para esclarecer os fatos que cercam sua morte trágica.
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