Irã Aceita Princípios para Negociações com os EUA em Busca de Acordo Nuclear
Em um desdobramento significativo nas relações entre Irã e Estados Unidos, autoridades iranianas confirmaram nesta terça-feira a aceitação dos princípios propostos pelos EUA para as negociações bilaterais. Após semanas de intensas pressões do governo de Donald Trump, as delegações dos dois países se reuniram em Genebra, com a expectativa de encontrar caminhos para evitar um conflito armado.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o país concordou com os “princípios de base” apresentados pelos EUA, os quais podem abrir espaço para um possível acordo. “O caminho para um acordo começou”, afirmou Araghchi, ressaltando que, apesar do avanço nas discussões, não há garantias de que um consenso será alcançado em breve sobre o programa nuclear iraniano.
Em sua declaração, o ministro destacou que as conversas foram “sérias” e ocorreram em um clima construtivo. “Trocamos nossos pontos de vista e chegamos a alguns acordos fundamentais. Com base nesses princípios, trabalharemos na elaboração de um documento. Estamos esperançosos, mas o processo pode se tornar mais lento na fase de redação”, explicou.
Araghchi também mencionou que ainda não há uma data definida para uma nova rodada de negociações. “Os dois lados concordaram em aprofundar os textos preliminares para um possível acordo, após os quais as propostas serão trocadas e uma nova data será estabelecida”, disse.
O chanceler iraniano reiterou que o país não tem interesse em desenvolver ou adquirir armas nucleares, que não fazem parte de sua doutrina de segurança nacional. Ele destacou que o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) reconhece o direito inalienável de todos os Estados signatários de desenvolver e utilizar energia nuclear para fins pacíficos, incluindo o enriquecimento.
Além disso, Araghchi criticou os ataques aéreos realizados contra o Irã em meados de 2025, ressaltando que a agressão militar durante um período de negociações contradiz os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.
Enquanto o mundo observa de perto o desenrolar dessas negociações, a esperança de um futuro acordo permanece, embora os desafios ainda sejam significativos.
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