Sony Music e Warner Music Processam a Anthropic por Violação de Direitos Autorais
A disputa entre as grandes gravadoras e a empresa de inteligência artificial Anthropic ganhou novos contornos. A Sony Music e a Warner Music uniram forças e ajuizaram uma ação judicial conjunta contra a startup, acusando-a de realizar um grande roubo de propriedade intelectual. A decisão judicial inicial favoreceu a Anthropic, mas a batalha legal está longe de terminar, especialmente com outro processo envolvendo o governo Trump ainda em andamento.
As gravadoras alegam que a Anthropic se envolveu em uma “campanha descarada” de download ilegal de obras protegidas por direitos autorais. De acordo com a denúncia, a empresa teria utilizado esses dados para treinar seus modelos de IA, especificamente o Claude. As acusações são graves, e as gravadoras buscam compensações financeiras que podem chegar a bilhões de dólares.
Indenizações Bilionárias em Jogo
A ação judicial pede indenizações de até US$ 150 mil por cada obra infringida, além de US$ 25 mil por cada caso em que informações de gestão de direitos autorais foram supostamente removidas pela Anthropic. O total estimado das indenizações pode ultrapassar a marca de bilhões de dólares, refletindo a gravidade das alegações de uso não autorizado de “milhares de composições musicais”.
Histórico de Conflitos Legais
Este não é o primeiro embate judicial da Anthropic com o setor musical. Em 2023, a Concord Music Group e a Universal Music Group também processaram a empresa, reclamando que mais de 20 mil músicas protegidas foram baixadas ilegalmente para treinamento de IA, com pedidos de indenização superior a US$ 3 bilhões. Além disso, a Anthropic já enfrentou um processo anterior movido por um grupo de autores, que alegaram que a empresa utilizou cópias piratas para o mesmo propósito. Esse caso foi encerrado com um acordo de US$ 1,5 bilhão, um montante considerado recorde.
O Futuro da Antropic em Questão
Com a pressão crescente de processos judiciais e um cenário legal complexo, a posição da Anthropic se torna cada vez mais delicada. A startup ainda não se manifestou oficialmente sobre as alegações feitas pelas gravadoras, mas o desfecho deste caso pode ter implicações significativas para o futuro da inteligência artificial e sua relação com a propriedade intelectual.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e possui formação em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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