Polícia Militar recomenda expulsão de soldado envolvido na morte de estudante em SP
O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela Polícia Militar de São Paulo para investigar a morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, sugere a expulsão do soldado que disparou a arma. O incidente ocorreu em novembro de 2024, na Vila Mariana, zona sul da capital paulista.
De acordo com um documento sigiloso, o tiro disparado pelo soldado Guilherme Augusto Macedo foi considerado desnecessário. A defesa de Macedo solicitou a improcedência das acusações e o arquivamento do processo, mas o pedido foi indeferido. Já o procedimento contra o outro soldado envolvido, Bruno Carvalho do Prado, foi encerrado sem punição.
Ambos os policiais, no entanto, enfrentam acusações de homicídio na Justiça e serão levados a um júri popular. Marco Aurélio foi baleado após, supostamente, ter dado um tapa no retrovisor da viatura onde estavam os PMs. Após o incidente, ele procurou abrigo em um hotel, onde o disparo aconteceu.
O capitão Jonatha de Faria, responsável pelo PAD, destacou que Macedo demonstrou desrespeito aos valores da corporação e que sua conduta não condiz com as normas éticas exigidas para um policial. O processo foi finalizado em 6 de maio e agora aguarda decisão do comandante-geral da PM sobre a expulsão.
Em nota, a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou que o processo está sendo tratado dentro dos prazos legais e que os resultados serão divulgados conforme a legislação. O documento do PAD descreve que durante a abordagem, o soldado Prado chutou a vítima, que perdeu o equilíbrio e caiu, momento em que Macedo efetuou o disparo fatal.
A defesa de Macedo alegou que o soldado agiu em legítima defesa, temendo pela segurança dele e de seu parceiro. Eles argumentaram que Marco Aurélio teria desobedecido as ordens dos policiais e que o disparo foi realizado na tentativa de conter a suposta agressão.
Os advogados dos pais de Marco Aurélio afirmaram que a família busca esclarecimentos completos sobre o caso e que espera que a responsabilização ocorra de acordo com a gravidade dos acontecimentos. A situação continua em desenvolvimento, e a comunidade aguarda desdobramentos desse trágico incidente.
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