Relatório Revela Causas da Queda de Avião da Voepass

Relatório Revela Causas da Queda de Avião da Voepass

Relatório do Cenipa Revela Causas da Queda do Avião da Voepass em Vinhedo

Nesta quinta-feira (23), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou o relatório final sobre o trágico acidente com o voo 2283 da Voepass, que ocorreu em agosto de 2024, em Vinhedo, São Paulo. O documento traz recomendações para a fabricante da aeronave, ATR, e para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de apontar as falhas que levaram à queda da aeronave.

Causas Identificadas na Queda do Voo 2283

A investigação identificou uma combinação de fatores que contribuíram para o acidente, incluindo falhas técnicas, erros da tripulação e problemas de manutenção. O relatório destaca que o ATR 72-500 enfrentou severas condições de gelo logo após a decolagem, uma situação que persistiu durante todo o trajeto entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP).

Um dos principais problemas identificados foi a falha no sistema de degelo da asa direita, que não estava registrado no diário de bordo, impedindo sua correção antes do voo. Durante o trajeto, a aeronave emitiu alertas de baixa velocidade e degradação de desempenho, mas os pilotos não seguiram os procedimentos de emergência indicados.

Erros na Cabine e Falhas na Supervisão

Além das questões técnicas, a investigação revelou que a atenção da tripulação estava dispersa por conversas pessoais, o que comprometeu o monitoramento dos instrumentos. Quando a aeronave perdeu sustentação e entrou em estol, o copiloto executou uma manobra incorreta, agravaando a situação e resultando em uma queda acentuada.

O Cenipa também destacou problemas na cultura de segurança da Voepass, onde desvios eram normalizados. Falhas técnicas não eram registradas para evitar a retirada das aeronaves de operação. No caso do voo 2283, a falta de registro da falha no sistema de degelo permitiu a decolagem da aeronave sem o reparo adequado.

Críticas ao Processo de Fiscalização da Anac

O relatório criticou a fiscalização realizada pela Anac, afirmando que auditorias anteriores ao acidente já haviam identificado irregularidades na manutenção das aeronaves. Contudo, as informações não resultaram em ações efetivas, permitindo que a Voepass continuasse suas operações em condições de segurança comprometidas.

Recomendações para o Futuro da Aviação

Ao final de sua análise, o Cenipa propôs uma série de recomendações para evitar acidentes semelhantes. As sugestões incluem melhorias nos alertas de desempenho da aeronave, revisão dos procedimentos para voos em condições de gelo, ampliação dos dados registrados pela caixa-preta e aprimoramento dos checklists operacionais.

Posicionamento da Voepass

A Voepass lamentou a tragédia, afirmando que o acidente foi “o episódio mais difícil” de sua trajetória. A companhia expressou solidariedade às famílias das 62 vítimas e enfatizou que, ao longo de 30 anos de operação, nunca havia enfrentado um acidente desta magnitude. A empresa reafirmou seu compromisso com a segurança e que sempre seguiu padrões internacionais de capacitação e treinamento da tripulação.

A Voepass também destacou que a equipe do voo era experiente e que colaborou de maneira transparente com as investigações desde o início. A companhia permanece à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.

Conclusão

O relatório do Cenipa serve como um alerta para a aviação brasileira, ressaltando a importância de rigorosos procedimentos de segurança, fiscalização e treinamento para garantir a segurança dos voos e prevenir tragédias futuras.

Fonte: Link original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias