Dificuldades no Transporte dos Trabalhadores do Rock in Rio Geram Preocupação na Câmara do Rio
Os trabalhadores do Rock in Rio têm enfrentado sérios desafios para retornar para casa após seus turnos, especialmente na madrugada. De acordo com relatos nas redes sociais e denúncias encaminhadas à Câmara Municipal do Rio de Janeiro, muitos profissionais estão sendo impedidos de utilizar o sistema regular de BRT no Terminal Centro Olímpico após às 23h.
A vereadora Thais Ferreira, do PSOL, recebeu várias queixas de trabalhadores que se veem obrigados a optar pelo BRT Expresso Rock in Rio, que custa R$ 29, ou a caminhar longas distâncias até outras estações para conseguir embarcar com a tarifa convencional de R$ 5. Há relatos de trabalhadores que precisam percorrer mais de 2 quilômetros a pé durante a madrugada, enfrentando estações fechadas e situações de assalto. Um caso específico destaca as dificuldades de uma pessoa cadeirante, que quase ficou sem bateria em sua cadeira de rodas durante o trajeto.
Demandas de Melhorias para o Acesso ao Transporte
A vereadora Thais Ferreira formalizou a questão junto à Prefeitura do Rio em dois ofícios destinados à Mobi Rio. Em sua comunicação, ela destaca que os trabalhadores, após longas jornadas, estão enfrentando “maior custo, maior percurso a pé e maior tempo de deslocamento” para chegar em casa. Ferreira solicitou informações e ações que garantam o transporte dos funcionários do festival nos próximos dias, já que o evento continua nos dias 11, 12 e 13 de setembro.
Entre as sugestões apresentadas, a vereadora propõe a criação de um fluxo específico para os profissionais credenciados, permitindo acesso ao BRT regular pelo Terminal Centro Olímpico, ou outra solução que minimize as caminhadas noturnas e a necessidade de pagar por um serviço especial.
Orientações da Mobi Rio Sobre o Uso do Transporte
Em resposta à situação, a Mobi Rio informou que o Terminal Centro Olímpico está disponível para os trabalhadores com a tarifa usual até às 23h. Após esse horário, a tarifa de R$ 5 é aceita apenas nas estações Riocentro, Rede Sarah e Asa Branca, que operam 24 horas. A reportagem entrou em contato com a Mobi Rio para obter mais informações sobre as denúncias, mas não recebeu retorno até o fechamento deste artigo. O espaço permanece aberto para novos pronunciamentos.
Com a continuidade do Rock in Rio, a necessidade de soluções eficazes para o transporte dos trabalhadores se torna cada vez mais urgente, garantindo segurança e conforto para aqueles que dedicam seu tempo e esforço ao evento.
Fonte: Link original



























