O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou no último domingo que Moscou não descarta a possibilidade de uma reunião trilateral entre os presidentes da Rússia, Estados Unidos e China. Essa informação foi divulgada pela agência estatal de notícias TASS. Ryabkov enfatizou, no entanto, que antes de qualquer preparação para a reunião, é crucial definir a pauta a ser discutida. Ele mencionou a importância de entender como o conteúdo da reunião será estruturado e quais resultados podem ser esperados.
Recentemente, no início de outubro, Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, havia sugerido que uma reunião entre Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping poderia ocorrer durante a próxima cúpula da APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), programada para ocorrer em Shenzhen, na China, em novembro. Ushakov foi citado por várias agências de notícias russas, afirmando que, embora uma reunião entre os líderes russo, americano e chinês tivesse seu valor, a responsabilidade pela organização caberia aos anfitriões da cúpula.
Ele destacou que a realização de uma reunião desse tipo requer um certo nível de preparação diplomática. Ushakov expressou otimismo ao afirmar que, se a China, como anfitriã, conseguir organizar uma reunião entre os líderes, a possibilidade de que isso aconteça é real. Além disso, o Kremlin planeja agendar reuniões bilaterais para Putin durante a cúpula, incluindo um encontro com Xi Jinping. Ushakov também mencionou que, “se surgir a oportunidade”, uma reunião com Donald Trump poderia ser realizada.
Essa movimentação diplomática reflete o crescente interesse das potências globais em dialogar sobre temas relevantes na atualidade, considerando a complexidade das relações internacionais e a necessidade de abordagens colaborativas em questões globais. A APEC, que reúne economias da região Ásia-Pacífico, é um fórum propício para discussões sobre economia, comércio e segurança, fazendo dela um espaço estratégico para encontros de alto nível.
A expectativa sobre a reunião entre os líderes das três nações é alta, especialmente em um momento em que as relações entre os Estados Unidos, a Rússia e a China estão marcadas por tensão e desconfiança. Os temas que podem ser abordados incluem segurança regional, comércio internacional e a resposta a crises globais, como a pandemia de COVID-19 e suas consequências econômicas.
Portanto, a preparação para essa possível reunião trilateral é vista como uma oportunidade para melhorar a comunicação e a cooperação entre as potências, além de buscar consensos em questões críticas. O sucesso ou fracasso dessa reunião dependerá, em grande parte, da habilidade das diplomacias envolvidas em articular interesses e preocupações de cada país, além da capacidade de criar um ambiente propício ao diálogo. A dinâmica das relações internacionais está em constante evolução, e encontros dessa magnitude podem ter impactos significativos no cenário global.
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