Ministro Dias Toffoli Enfrenta Dez Pedidos de Impeachment no Senado Federal
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), está no centro de dez pedidos de impeachment que tramitam no Senado Federal. Dentre essas solicitações, quatro têm como foco o caso do Banco Master e foram protocoladas em 2026. O pedido mais recente foi apresentado pelo partido Novo na última quinta-feira, 12 de outubro.
Marcel Van Hattem, líder do Novo, destacou a urgência de ação por parte das autoridades. “O Senado da República não pode permanecer em silêncio diante da situação atual. É sua responsabilidade agir”, afirmou. O senador Eduardo Girão, do mesmo partido, reforçou essa ideia, enfatizando a corresponsabilidade do Senado.
Atualmente, o novo pedido de impeachment ainda não consta no sistema de protocolo do Senado. Outras solicitações citam como razões para a saída de Toffoli o fato de ele ter sido sancionado pelos Estados Unidos, sua suposta imparcialidade em casos envolvendo a JBS, devido à atuação de sua ex-esposa como advogada da empresa, e seu voto pela anulação da delação do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que o mencionava.
Além de Toffoli, alguns pedidos de impeachment também incluem outros ministros do STF, como Alexandre de Moraes, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como Luis Felipe Salomão. Os pedidos foram assinados por figuras como o ex-deputado estadual Eric Lins Grilo (PL), advogados e procuradores.
Toffoli se afastou da relatoria do caso Banco Master após a Polícia Federal apresentar indícios de crimes relacionados ao magistrado. Na última quinta-feira, os ministros do STF se reuniram e, embora tenham defendido Toffoli, decidiram mudar a condução do processo, com André Mendonça assumindo a relatoria por sorteio.
A situação gerou uma mobilização no Congresso, onde a cúpula e o centrão trabalham para proteger Toffoli e evitar o impeachment, apesar da pressão da oposição. Na sexta-feira, 13 de outubro, a Federação União Progressista, que engloba o PP e o União Brasil, assim como o Solidariedade, publicaram notas defendendo o ministro. A Federação argumentou que as “narrativas” contra Toffoli enfraquecem a democracia, enquanto o Solidariedade denunciou um “linchamento moral” contra o magistrado.
Em resposta à crise, a oposição convocou protestos contra o presidente Lula e os ministros Toffoli e Moraes para o dia 1º de março, com manifestações programadas em grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo.
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