Hungria pede suspensão imediata de sanções da UE ao petróleo e gás russos
Neste sábado, 4, o presidente húngaro Viktor Orban fez um apelo urgente à União Europeia, solicitando a suspensão imediata das sanções impostas ao petróleo e ao gás natural da Rússia. Segundo Orban, essa medida é essencial para mitigar os impactos da crescente tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã no mercado de energia europeu, que enfrenta uma iminente "grave crise energética".
Em seu discurso, Orban enfatizou a necessidade de a UE reconsiderar suas políticas energéticas. "Exigimos que Bruxelas suspenda imediatamente as sanções e restrições sobre a energia russa", declarou. O líder húngaro criticou ainda os planos que sugerem a desvinculação da energia russa, apontando que a alternativa proposta pela UE é mais cara e inacessível para as famílias.
A preocupação de Orban é compartilhada por outros países da região, como a Eslováquia, que também dependem do fornecimento de energia proveniente da Rússia. Ele alertou que a Europa precisa agir rapidamente para evitar uma crise, afirmando que "só conseguiremos evitar essa ameaça se a UE reabastecer suas reservas de petróleo e gás na maior quantidade e velocidade possíveis, de todas as direções e fontes disponíveis".
Além disso, o presidente húngaro pediu à União Europeia que pressione o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a reabrir o oleoduto Druzhba, que liga a Rússia à Europa Oriental e atravessa o território ucraniano. Tanto a Hungria quanto a Eslováquia têm responsabilizado o governo da Ucrânia por atrasos na retomada do funcionamento dessa infraestrutura vital, que foi danificada por um ataque russo em janeiro.
Com a situação energética na Europa se tornando cada vez mais crítica, o pedido de Orban levanta questões sobre a dependência do continente em relação às fontes de energia e a necessidade de uma estratégia mais robusta para garantir a segurança energética regional.
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