Erro dos EUA com o Irã: Consequências à vista, alerta jornalista

A jornalista Zahra Khanjani em maifestação nas ruas de Teerã contra a guerra

O delicado cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos em sua colaboração com Israel contra o Irã enfrenta desafios crescentes, exacerbados por ações de Tel Aviv e declarações do presidente Donald Trump, que insinuou uma possível expansão naval da guerra. Dentro do Irã, a reação à trégua e às negociações de paz frustradas no Paquistão foi expressa pela jornalista Zahra Khanjani, que vive em Teerã. Ela compartilhou que, ao contrário da narrativa de Trump, os iranianos não desejam um fim imediato à guerra, mas sim escolher o momento de interromper o conflito iniciado por Washington e Tel Aviv.

Khanjani descreve uma noite emblemática em que o cessar-fogo foi anunciado: apesar da proposta de trégua, as pessoas estavam nas ruas com intenso fervor, demonstrando que não tinham interesse em parar a luta, mas em eliminar os “governos criminosos” que, segundo ela, matam inocentes sem justificativa. A jornalista expressa desconfiança em relação aos Estados Unidos, afirmando que o povo iraniano já confiou demais no Ocidente.

Desde o início dos ataques conjuntos em 28 de fevereiro, o Ministério da Saúde do Irã reportou mais de 2.076 mortes, incluindo 240 mulheres e 212 crianças, além de mais de 26.500 feridos. Khanjani, que perdeu vários entes queridos durante os bombardeios, menciona a resiliência da população, que não se deixou abater pelo medo e saiu às ruas todas as noites, resistindo e protegendo o país. As marchas noturnas se tornaram uma manifestação de coragem e união, mesmo em meio a ataques constantes, com a população celebrando festividades e realizando refeições ao ar livre nas ruas.

Ela também destaca que a guerra ajudou a unir o país em torno de uma causa comum, algo que parecia improvável antes, durante os protestos por questões econômicas. As divergências internas foram deixadas de lado diante da agressão externa, e a população se uniu para proteger a pátria. Khanjani reflete sobre o custo humano do conflito, lamentando as perdas e a dor coletiva, mas enfatizando a determinação do povo iraniano em buscar justiça e vingar as mortes de seus compatriotas.

Além de lutar por sua própria nação, Khanjani afirma que o Irã se posiciona como um defensor dos povos oprimidos do Oriente Médio e do mundo. Ela critica as ações dos Estados Unidos em relação a outros países, como Cuba e Venezuela, e assegura que o Irã não esquecerá seus aliados regionais, como o Líbano, Iraque e Iémen. Para ela, a luta do Irã transcende suas fronteiras, representando um eixo de resistência contra as imposições ocidentais.

Khanjani conclui enfatizando que a resistência iraniana não é apenas uma questão de soberania nacional, mas uma luta contra a opressão em um contexto global, prometendo que o Irã responderá às agressões de maneira firme e determinada.

Fonte: Link original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias