Vitória Mendes Lopes, de 29 anos, é uma prestadora de serviços no Distrito Federal, acusada de aplicar diversos golpes em famílias que contrataram decoração de festas infantis. Com um histórico de denúncias registradas contra ela, Vitória já foi condenada três vezes por não cumprir obrigações financeiras e pela não entrega de serviços contratados. Seu modus operandi envolve a negociação de serviços para festas, mas, no dia do evento, frequentemente não cumpre o que foi acordado.
Um caso recente ilustra a gravidade da situação. No dia 5 de abril, uma cliente relatou que, após pagar R$ 940 em três transferências, a decoração da festa da filha foi entregue incompleta. A prestadora não compareceu no horário acordado para a montagem e a cliente foi forçada a arrecadar dinheiro entre os convidados para comprar doces. Vitória apresentou várias justificativas para a ausência e prometeu devolver o valor pago via Pix, mas não cumpriu. A cliente registrou uma ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal, alegando constrangimento e prejuízo.
A situação se tornou ainda mais complicada quando Vitória começou a enviar mensagens ofensivas para a cliente, chamando-a de “desocupada” e se recusando a resolver a questão. A vítima encontrou outras pessoas em grupos de redes sociais que relataram experiências semelhantes, sugerindo um padrão de comportamento repetido por Vitória para enganar clientes.
O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde a cliente apresentou provas, incluindo comprovantes de pagamento, contratos e registros fotográficos. Outras vítimas também se manifestaram, relatando que Vitória frequentemente muda o nome de suas empresas e continua a aplicar golpes no setor de festas, recebendo dinheiro dos clientes sem pagar fornecedores.
Além das denúncias de golpes, Vitória possui um histórico de condenações na esfera cível. Em um dos casos mais recentes, foi condenada a pagar R$ 3 mil por um empréstimo não quitado. Em outra situação, ela foi contratada para fornecer crepes e não entregou os produtos, levando à penhora de R$ 2,1 mil em um julgamento. Em dezembro de 2024, foi condenada a pagar R$ 627,61, dívida que foi quitada posteriormente. Uma cliente também entrou com um pedido de indenização de R$ 5 mil por não receber os serviços contratados.
Vitória Mendes Lopes enfrenta ainda uma denúncia no Ministério Público do DF por ameaça, embora o processo esteja sob sigilo judicial. Sua empresa, registrada como “52.563.135 Vitoria Mendes Lopes”, está localizada no Gama (DF) e tem atividades previstas no comércio varejista.
Em resposta às acusações, Vitória alegou que não trabalha com festas infantis há três anos e que o incidente recente foi um problema pontual. Ela afirmou que a cliente teve a festa entregue, embora alguns doces faltassem, e que o estorno de R$ 270 foi realizado. Vitória também acusou a contratante de furtar peças decorativas, afirmando que a devolução só ocorreu após ela registrar um boletim de ocorrência.
A situação revela não apenas as dificuldades enfrentadas pelos clientes ao contratar serviços de Vitória, mas também um padrão de comportamentos problemáticos que indicam a necessidade de uma investigação mais profunda sobre suas atividades comerciais.
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