A diabetes é uma doença metabólica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue, que, ao longo do tempo, pode causar sérios danos a órgãos como coração, olhos, rins e nervos, conforme indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Antes de se desenvolver a diabetes, muitos indivíduos passam por uma fase chamada pré-diabetes, que é descrita pela endocrinologista Carolina Janovsky como um “sinal amarelo” do metabolismo. Na pré-diabetes, a glicose no sangue está acima do normal, mas não atinge os níveis característicos da diabetes. Nessa fase, o corpo apresenta uma resposta diminuída à insulina, resultando em um aumento gradual dos níveis de açúcar na corrente sanguínea.
Atualmente, a pré-diabetes é definida com base em três critérios: a hemoglobina glicada (A1C) entre 5,7% e 6,4%, a glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL e a glicose de duas horas durante um teste oral de tolerância entre 140 e 199 mg/dL. A hemoglobina glicada é especialmente útil, pois fornece uma média dos níveis de glicose nos últimos dois a três meses. A Dra. Carolina observa que a pré-diabetes é uma condição frequentemente assintomática, o que significa que muitas pessoas não percebem que a têm. Por isso, o rastreamento é essencial, e as diretrizes atuais recomendam que o rastreio seja iniciado aos 35 anos. Indivíduos com sobrepeso ou outros fatores de risco, como histórico familiar de diabetes, diabetes gestacional ou síndrome dos ovários policísticos, devem ser avaliados antes dessa idade.
A especialista ressalta que aqueles diagnosticados com pré-diabetes devem repetir os exames pelo menos uma vez por ano. Se os resultados forem limítrofes ou houver dúvidas, o médico pode solicitar uma reavaliação em um intervalo mais curto. Em relação à reversão da pré-diabetes, a Dra. Carolina enfatiza que não existe um prazo único aplicável a todos, pois cada pessoa responde de maneira diferente ao tratamento e às mudanças no estilo de vida. A hemoglobina glicada reflete os níveis de glicose dos últimos meses e, geralmente, a reavaliação dos exames ocorre entre três e seis meses após o diagnóstico. Portanto, este período é considerado uma janela realista para começar a observar melhorias nos resultados.
Além disso, estudos indicam que os primeiros seis meses são a fase mais propensa para a reversão da pré-diabetes, especialmente quando medidas estruturadas são implementadas. Isso sugere que intervenções precoces e eficazes podem ser decisivas para a saúde do paciente. Em resumo, a pré-diabetes é uma condição crítica que demanda atenção e cuidado, uma vez que pode ser um precursor da diabetes. A identificação precoce e o gerenciamento adequado são fundamentais para evitar a progressão para a diabetes e suas complicações associadas. O acompanhamento regular e a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo uma dieta equilibrada e atividade física, são estratégias recomendadas para controle da glicose e redução dos riscos à saúde.
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