Eleições na Bulgária: Rumen Radev é Favorito nas Urnas e Promete Fim do Impasse Político
As eleições na Bulgária, realizadas neste domingo (19/04), podem marcar um novo capítulo na política do país. Pesquisas de boca de urna indicam que o ex-presidente Rumen Radev, à frente do partido recém-criado Bulgária Progressista, é o provável vencedor. A expectativa é que sua vitória possa romper um longo período de instabilidade governamental.
Radev, de 62 anos, prometeu erradicar a corrupção e encerrar a sequência de governos efêmeros que têm dominado a cena política búlgara. Contudo, os resultados das pesquisas mostram que, para formar um governo majoritário, ele precisará de aliados na coalizão. O levantamento do instituto Alpha Research revelou que o Bulgária Progressista obteve 37,5% dos votos, superando de longe o partido de centro-direita Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária (Gerb), que ficou com 16,2% sob a liderança do ex-primeiro-ministro Boyko Borissov.
Essas eleições são a oitava em um intervalo de cinco anos para o país, que possui cerca de 6,5 milhões de habitantes. Radev, que renunciou à presidência em janeiro para concorrer, decidiu entrar na corrida após a queda de um governo conservador, que ocorreu em meio a intensos protestos anticorrupção em dezembro de 2022.
O ex-general da Força Aérea, que ocupou a presidência por nove anos, se comprometeu a combater o que ele descreve como um "modelo de governança oligárquica". A Bulgária, que é o Estado-membro mais pobre da União Europeia, enfrenta uma crise política desde 2021, quando o governo de Borissov foi deposto em meio a manifestações populares.
Após votar, Radev incentivou a população a participar do pleito, ressaltando que um voto em massa é fundamental para "afogar a compra de votos em um mar de votos livres". Durante a campanha, ele defendeu a reaproximação com a Rússia, ao mesmo tempo em que criticou o envio de ajuda militar à Ucrânia. Apesar disso, Radev se opôs à invasão russa e garantiu que, se eleito, não bloquearia a ajuda da União Europeia a Kiev. Ele também criticou a política de energia verde da UE, a considerando ingênua "em um mundo sem regras".
Borissov e a Questão da Coalizão
Por outro lado, Boyko Borissov, que já foi primeiro-ministro da Bulgária em três ocasiões, manifestou pouco otimismo em relação ao futuro do seu partido, o Gerb. Ao votar em Bankya, nos arredores de Sófia, Borissov afirmou que seu partido não entrará em negociações para formar uma coalizão. "Não vejo com quem possamos formar uma coalizão", declarou à imprensa local. Ele enfatizou que o Gerb atuará como uma oposição construtiva, especialmente em questões geopolíticas, como defesa nacional.
A Bulgária, membro da União Europeia e da Otan, passou a integrar a zona do euro em 1º de janeiro deste ano. O país também recentemente se juntou ao espaço Schengen, que permite a livre circulação entre as fronteiras da maioria dos Estados-membros da UE, além de Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça.
À medida que os resultados oficiais são aguardados, a nação búlgaro observa atentamente o desenrolar dos acontecimentos, na esperança de que uma nova liderança possa trazer estabilidade e prosperidade ao país.
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