Cuba reconhece apoio do Brasil, Espanha e México contra bloqueio dos EUA

4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, na Espanha

O governo de Cuba expressou apoio à declaração conjunta emitida pelos governos do Brasil, Espanha e México, que pedem o fim do bloqueio dos Estados Unidos contra a ilha e a prevenção de agressões militares, especialmente em meio às ameaças do presidente Donald Trump. O ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, destacou a solidariedade da declaração e sua preocupação com a intensificação do bloqueio e as consequências para o povo cubano. Ele enfatizou a necessidade de respeitar o Direito Internacional e os princípios de autodeterminação e soberania.

Durante a 4ª Cúpula em Defesa da Democracia, realizada em Barcelona, os líderes dos três países reiteraram seu compromisso em apoiar Cuba e aliviar a grave crise humanitária que a população enfrenta devido ao cerco econômico imposto pelos EUA. O comunicado conjunto enfatizou a importância de respeitar a integridade territorial cubana e o direito internacional, além de fazer um apelo para evitar ações que possam agravar a situação da população.

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, manifestou sua oposição a uma possível intervenção militar dos EUA em Cuba, defendendo o diálogo e a paz. Ela lembrou a tradição do México em apoiar a autodeterminação dos povos e criticou a ideia de liberdade que não esteja acompanhada de justiça social e dignidade. Em seu discurso, Sheinbaum afirmou que a defesa da soberania de qualquer nação é fundamental e que a liberdade se torna vazia quando não é acompanhada de condições justas.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também pediu ação contra quem desafia as normas do direito internacional e ressaltou a necessidade de renovar o sistema multilateral, com uma ONU que represente a realidade global. Ele destacou a urgência de lidar com as crises internacionais e convocou o Conselho de Segurança da ONU a realizar reuniões extraordinárias para discutir essas questões.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua preocupação com a situação humanitária em Cuba e reiterou sua demanda pelo fim do bloqueio histórico dos EUA. Ele destacou que os problemas de Cuba são uma questão interna que deve ser resolvida pelos cubanos, sem a imposição de regras externas. Lula criticou a ideia de que um único chefe de Estado possa ameaçar a paz mundial com tweets e pediu que a ONU não permaneça em silêncio diante de tais ameaças.

A declaração conjunta e as intervenções dos líderes refletem uma posição crítica em relação às políticas dos Estados Unidos e um forte apelo ao respeito pela soberania e pelos direitos humanos. A solidariedade entre Brasil, Espanha e México em relação a Cuba demonstra um esforço conjunto para promover a paz e o diálogo em vez de confrontação militar, ressaltando a importância da autodeterminação dos povos e a defesa dos direitos universais. A cúpula em Barcelona serviu como um palco para essas discussões, reafirmando a necessidade de um esforço coordenado para enfrentar as crises humanitárias e políticas atuais, com ênfase no respeito às normas internacionais.

Fonte: Link original

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