Brasil e EUA discutem tarifas em reunião do MDIC: posição firme

Brasil e EUA discutem tarifas em reunião do MDIC: posição firme

Brasil e EUA em Negociações sobre Tarifas: Prazo se Aproxima

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou na tarde desta terça-feira, 14, a realização da quinta reunião de alto nível com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer. O encontro teve como foco as tarifas que o governo americano pode impor a produtos brasileiros. A decisão dos EUA sobre a aplicação dessas taxas deve ocorrer até esta quarta-feira, 15.

Durante a reunião, o MDIC destacou a injustiça das tarifas propostas, que incluem sobretaxas de 25%, conforme a Seção 301 específica para o Brasil, além de uma taxa de 12,5% relacionada ao trabalho forçado, aplicável a mais 59 países. O ministério enfatizou que nenhum dos argumentos apresentados na Seção 301 justifica a imposição dessas tarifas.

Desde 7 de maio, Brasil e Estados Unidos têm promovido encontros regulares, após os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump decidirem criar um grupo de trabalho voltado para o diálogo comercial. Na agenda desta terça-feira, além do MDIC, participaram representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Assessoria Especial do Presidente da República.

O MDIC reiterou a posição do governo brasileiro, afirmando que a aplicação de qualquer sobretaxa é injusta e não contribui para a construção de um acordo bilateral benéfico para ambos os países. Em junho, o USTR havia recomendado a imposição de sobretaxas a produtos brasileiros, alegando práticas comerciais ilegais por parte do Brasil, especialmente em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico – incluindo o Pix –, tarifas preferenciais e questões ambientais.

O prazo para a decisão final e o anúncio das medidas se encerra nesta quarta-feira, 15 de julho. Também está prevista a divulgação da lista de produtos que podem ser afetados, que inclui aeronaves, itens agropecuários e insumos industriais. A expectativa é grande em torno das consequências que essas tarifas podem ter nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

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