Javier Tebas Critica FIFA e Defende o Futebol Nacional em Entrevista
O presidente da LaLiga, Javier Tebas, expressou sua forte oposição à possível ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções. Em entrevista ao periódico italiano La Gazzetta dello Sport, Tebas não poupou críticas à gestão da FIFA, liderada por Gianni Infantino, e pediu pela renúncia do dirigente suíço.
Tebas argumenta que aumentar o número de seleções prejudica o futebol nacional e a sustentabilidade do esporte. Segundo ele, a atenção e os recursos concentrados em um torneio que dura aproximadamente 40 dias comprometem as ligas nacionais, que são fundamentais para a indústria do futebol. “A Copa do Mundo é o evento mais importante, mas não deve ser o único foco”, destacou.
Desde 1998, o Mundial contou com 32 seleções, e a edição de 2026 foi a primeira a incluir 48 participantes. Para Tebas, essa mudança não faz sentido e representa uma ameaça à estrutura do futebol. “As competições nacionais são o coração deste esporte, responsáveis por milhares de empregos”, afirmou o dirigente.
Além disso, Tebas defendeu uma revisão do formato do torneio, sugerindo uma redução no número de seleções e maior proteção aos campeonatos locais. “Estamos testemunhando a destruição da indústria do futebol por causa de um evento de 40 dias que beneficia apenas uma minoria de jogadores”, comentou.
O presidente da LaLiga também criticou a gestão de Infantino, afirmando que ele “já teve seu momento” e deveria deixar a presidência da FIFA. Tebas mencionou decisões controversas tomadas durante a Copa de 2026, como a suspensão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, e a implementação de pausas para hidratação. “A FIFA age conforme seus próprios interesses, e isso não é bom para o futebol”, concluiu.
Com essas declarações, Tebas reafirma sua posição em defesa do futebol nacional e chama a atenção para a importância das ligas em um cenário global que parece cada vez mais centrado em torneios de curta duração.
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