Polícia Civil Recupera Gravuras de Matisse em Ação Contra Roubo de Obras de Arte em São Paulo
Na manhã desta quinta-feira (13), a Polícia Civil do 1º Cerco, especializado em repressão ao crime organizado, fez uma descoberta significativa ao recuperar gravuras de Henri Matisse que haviam sido roubadas da biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. As obras encontradas representam oito das treze peças levadas em um assalto ocorrido em dezembro de 2022.
As gravuras estavam armazenadas em um apartamento localizado em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. Durante a operação, os policiais também apreenderam uma arma, reforçando a gravidade da situação.
A investigação aponta Laéssio Rodrigues de Oliveira, de 53 anos, como o principal responsável pelo roubo. Oliveira é considerado o maior ladrão de obras de arte e livros raros do Brasil. O assalto à biblioteca Mário de Andrade aconteceu em 7 de dezembro de 2022, quando dois homens armados invadiram o espaço cultural, levando oito gravuras de Matisse e cinco de Candido Portinari, da obra “Menino de Engenho”. Essas peças faziam parte da exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”.
Laéssio Rodrigues está preso desde abril, após uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro, que o implicou em outro caso de tentativa de corrupção de agentes de segurança para facilitar o furto de obras de arte. Outro suspeito, também envolvido no roubo à biblioteca, foi detido na mesma ação da PF.
A operação realizada pela Polícia Civil, intitulada Operação Marchand, resultou na prisão de uma mulher e na execução de 11 mandados de busca e apreensão, solicitados pelo delegado Ronald Quene, que lidera a investigação desde o início. A recuperação das gravuras é um passo importante para a preservação do patrimônio cultural brasileiro e para a responsabilização dos envolvidos em crimes contra a arte.
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