STF Mantém Sistema Avançado de Monitoramento de Drones em sua Sede
O Supremo Tribunal Federal (STF) reforça a segurança em sua sede com um sistema inovador de monitoramento de drones, capaz de detectar e neutralizar aeronaves não autorizadas. O mecanismo, que já demonstrou sua eficácia, foi ativado na última terça-feira (15) durante uma sessão que discutia a possível investigação do ministro Alexandre de Moraes.
Operado pela Secretaria de Polícia Judicial do STF, o sistema é composto por antenas fixas e equipamentos portáteis, conhecidos como jammers, que formam uma rede de proteção ao redor do tribunal. As antenas, instaladas nas edificações do STF, criam um "dome" que permite a detecção de drones a uma distância de até 2 km.
Funcionamento do Sistema
O processo de monitoramento é dividido em quatro etapas: detecção, identificação, classificação e mitigação. Drones que possuem autorização para sobrevoar a área, como os utilizados pelo próprio STF e pela Presidência da República, são registrados no sistema e identificados como "amigos", aparecendo em verde. Já as aeronaves não cadastradas são sinalizadas em vermelho, permitindo que os policiais judiciais avaliem a necessidade de intervenção.
Uma vez identificado um drone não autorizado, os agentes podem optar por interromper sua comunicação com o operador, forçando-o a retornar ao ponto de origem ou a descer de forma controlada. Essa abordagem visa minimizar riscos para pessoas e estruturas nas proximidades.
Capacidades Avançadas
Além das antenas fixas, a equipe de segurança do STF conta com três jammers portáteis, que podem ser utilizados para neutralizar drones em um raio de 2 km. Esses dispositivos são essenciais para ampliar a área de proteção, especialmente em atividades institucionais fora da sede do tribunal.
A tecnologia implementada no STF é capaz de monitorar múltiplos drones simultaneamente, incluindo situações em que várias aeronaves operam ao mesmo tempo, conhecidas como "enxame". O sistema também possui diferentes níveis de intervenção, sendo que ações mais drásticas, como a neutralização de drones autorizados, seriam adotadas apenas em casos de emergência.
Planejamento e Colaboração
O STF vem investindo em tecnologias de proteção contra drones nos últimos quatro a cinco anos, com a realização de testes e provas de conceito para validar a eficácia do sistema atual. O planejamento de segurança para a sessão de terça-feira foi realizado em colaboração com diversas entidades, incluindo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e as Forças Armadas.
A discussão sobre a investigação do ministro Alexandre de Moraes, que envolvia elementos da Polícia Federal, foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. A expectativa é que a análise do caso seja retomada em breve, dentro do prazo regimental de 90 dias.
O STF continua a monitorar de perto o uso de tecnologias para garantir a segurança de suas atividades, demonstrando seu compromisso em manter a integridade e a proteção de seus membros e do público.
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