Irã Responde com Lançamento de Mísseis a Israel em Meio a Tensões sobre o Controle do Estreito de Ormuz

Irã Responde com Lançamento de Mísseis a Israel em Meio a Tensões sobre o Controle do Estreito de Ormuz

Irã Lança Mísseis Contra Israel em Meio a Tensões Crescentes no Oriente Médio

Na terça-feira, 24 de outubro, o Irã disparou mísseis contra Israel, de acordo com informações das Forças Armadas israelenses. O ataque ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter declarado que as conversas para interromper o conflito no Oriente Médio estavam sendo "muito boas e produtivas".

Fontes israelenses, que preferiram não se identificar, comentaram que Trump parece determinado a chegar a um acordo, mas duvidam que o Irã aceite as condições exigidas pelos EUA em futuras negociações. Após a declaração de Trump em sua rede social, o Irã negou a realização de qualquer negociação até o momento.

Em uma provocação, a embaixada do Irã na África do Sul compartilhou uma imagem no X que mostrava um volante infantil em um carro, aparentemente zombando da ideia de que Trump poderia controlar o Estreito de Ormuz com o líder supremo iraniano.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que conversou com Trump menos de 48 horas antes do início dos ataques, planeja convocar uma reunião de segurança para discutir a proposta de acordo com o Irã. Além disso, uma autoridade paquistanesa indicou que negociações diretas podem ocorrer em Islamabad ainda esta semana.

Os EUA e Israel já haviam realizado ataques ao Irã em 28 de fevereiro, alegando falta de progresso nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Apesar de um mediador em Omã ter afirmado que houve avanços significativos, a crise na região se intensificou. O Irã lançou ataques contra países com bases norte-americanas, atingindo infraestrutura energética e praticamente fechando o Estreito de Ormuz, passagem vital para um quinto do petróleo e gás natural liquefeito mundial.

Na terça-feira, sirenes de alerta soaram em Tel Aviv, a maior cidade de Israel, após os mísseis iranianos atingirem a região. Buracos foram vistos em um prédio residencial, embora não esteja claro se os danos foram causados por impactos diretos ou por destroços. O Serviço de Bombeiros e Resgate de Israel foi acionado para buscar civis em áreas afetadas.

Em resposta, as Forças Armadas de Israel lançaram uma série de ataques aéreos em Teerã, mirando centros de comando e instalações ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica. Relatos indicam que mais de 50 alvos foram atingidos durante a noite, incluindo locais de armazenamento de mísseis. Sistemas de defesa aérea foram ativados em Teerã após explosões serem ouvidas em várias partes da capital.

Trump anunciou que adiaria um plano para atacar usinas de energia iranianas, condicionando a ação à reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã, por sua vez, prometeu retaliar, mirando a infraestrutura dos aliados dos EUA na região.

Embora a notícia do adiamento dos ataques tenha inicialmente elevado o mercado de ações e reduzido os preços do petróleo para menos de US$ 100 por barril, essa recuperação foi ameaçada na terça-feira. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, negou que negociações tenham ocorrido, acusando os EUA de manipulação de informações para influenciar os mercados. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, no entanto, mencionou que há iniciativas em andamento para reduzir as tensões na região.

O conflito no Oriente Médio continua a ser uma preocupação global, e a situação permanece volátil. Para mais atualizações sobre esse tema, fique atento ao nosso portal.

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