Saúde Mental dos Adolescentes: IBGE Lança Alerta Urgente

IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou um quadro alarmante sobre a saúde mental de adolescentes brasileiros entre 13 e 17 anos. Segundo a pesquisa, 30% dos estudantes se sentem tristes sempre ou na maior parte do tempo, enquanto uma proporção semelhante já teve vontade de se machucar. Os dados foram coletados a partir de entrevistas com 118.099 jovens em 4.167 escolas públicas e privadas em 2024, oferecendo uma amostra representativa do universo estudantil no país.

Os resultados indicam não apenas uma prevalência significativa de sentimentos depressivos, mas também de irritabilidade, com 42,9% dos alunos relatando que se sentem “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa”. Além disso, 18,5% dos entrevistados afirmam frequentemente pensar que “a vida não vale a pena ser vivida”. Esses dados ressaltam a importância de se buscar ajuda em momentos de crise. O Ministério da Saúde enfatiza a necessidade de diálogo com pessoas de confiança, como familiares e educadores, além do acesso a serviços de saúde mental, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional 24 horas.

Apesar da gravidade dos dados, a pesquisa aponta uma lacuna no suporte psicológico oferecido nas escolas. Menos da metade dos alunos frequentava instituições que disponibilizavam apoio psicológico, sendo que apenas 34,1% tinham acesso a profissionais de saúde mental. Essa falta de suporte é ainda mais crítica na rede pública, onde a maioria dos estudantes não tem acesso a tais recursos. Além disso, 26,1% dos adolescentes relataram sentir que “ninguém se preocupa” com eles, e um terço indicou que seus responsáveis não compreendem suas preocupações. Um dado alarmante é que 20% afirmaram ter sido agredidos fisicamente por um responsável em pelo menos uma ocasião no ano anterior à pesquisa.

Os resultados também mostram que as meninas estão em uma situação mais vulnerável em comparação aos meninos em várias métricas. Por exemplo, 41% das meninas se sentem tristes frequentemente, contra 16,7% dos meninos. A pesquisa revela que 43,4% das meninas já tiveram vontade de se machucar deliberadamente, em contraste com 20,5% dos meninos. Além disso, 58,1% das meninas reportaram se sentir irritadas ou mal-humoradas, em comparação com 27,6% dos meninos. As meninas também são mais propensas a relatar que seus pais não entendem suas preocupações, com 39,7% delas afirmando isso, em comparação a 33,5% dos meninos.

O IBGE estimou que cerca de 100 mil estudantes brasileiros apresentaram lesões autoprovocadas nos 12 meses anteriores à pesquisa, representando 4,7% de todos os que sofreram acidentes ou lesões. Entre esses, a incidência de sentimentos depressivos e irritabilidade é alarmantemente alta, com 73% se sentindo tristes continuamente. Essa situação destaca a urgência da criação de políticas públicas voltadas para a saúde mental, especialmente considerando as disparidades de gênero, para garantir o bem-estar dos jovens e sua contribuição para a sociedade. A pesquisa serve como um chamado à ação para que educadores, famílias e o governo se unam em prol do apoio e cuidado dos adolescentes.

Fonte: Link original

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