Arrecadação Federal atinge R$ 2,112 trilhões até agosto de 2023

Arrecadação no ano até agosto soma R$ 2,112 trilhões, maior valor para o período desde 2000

Até agosto de 2026, a arrecadação de impostos e contribuições federais no Brasil totalizou R$ 2,112 trilhões, conforme divulgado pela Receita Federal. Esse valor representa um crescimento real de 7,12% em relação ao mesmo período de 2025, descontando a inflação, e marca a maior arrecadação para esse intervalo desde o ano 2000.

A Receita Previdenciária foi um dos principais responsáveis por esse desempenho, arrecadando R$ 507,179 bilhões, com um crescimento real de 5,03%. Esse aumento pode ser atribuído ao crescimento da massa salarial, que registrou uma alta de 3,47%, e à arrecadação do Simples Nacional previdenciário, que cresceu 5,76% em relação ao ano anterior. Além disso, houve um aumento significativo de 16,35% nas compensações tributárias relacionadas a débitos de receita previdenciária, comparando agosto de 2026 a agosto de 2025.

O Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também contribuíram significativamente, somando R$ 411,048 bilhões, com um crescimento real de 6,11%. Esse desempenho foi impulsionado pelo aumento de 9,26% na arrecadação do lucro presumido e um expressivo crescimento de 19,43% na arrecadação referente à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, relacionados a fatos geradores de 2025. Durante o período, foram registrados pagamentos atípicos de R$ 20,926 bilhões, incluindo R$ 11 bilhões de IRPJ e CSLL e R$ 9,926 bilhões do Imposto de Exportação de petróleo.

A arrecadação do PIS/Pasep e da Cofins alcançou R$ 412,776 bilhões, apresentando um crescimento real de 4,52%. Esse resultado pode ser explicado pelo aumento de 2,01% no volume de vendas e de 2,13% no volume de serviços entre dezembro de 2025 e julho de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. A recuperação da arrecadação em setores beneficiados pelo Programa de Reestruturação e Sustentação do Emprego (Perse) e no setor petrolífero, aliada ao bom desempenho de segmentos como automotivo, eletricidade e gás, serviços financeiros e Simples Nacional, também foram fatores que contribuíram para esse crescimento.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) teve uma arrecadação de R$ 67,159 bilhões, com um impressionante crescimento real de 24,11%, impulsionado pelo aumento da alíquota em junho de 2025. Já o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre Rendimentos do Capital (IRRF-Rendimentos do Capital) arrecadou R$ 118,121 bilhões, com um crescimento real de 18,43%. Esse aumento se deve, principalmente, aos aumentos nominais nas arrecadações de aplicações de renda fixa, juros sobre capital próprio e fundos de renda fixa.

No final de 2025, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de CSLL para fintechs e apostas, aumentando a alíquota de 9% para 12% até 2027, com previsão de chegar a 15% em 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas a carga tributária efetiva sobre financeiras não bancárias tende a ser maior devido à sua rentabilidade superior. Esse cenário reflete um contexto de recuperação econômica e ajustes nas políticas fiscais do país.

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