A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) denunciou o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”, como responsável pela primeira publicação que associou o candidato à Presidência a uma falsa informação de que ele pretendia retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. O perfil “Dilma Bolada” ganhou notoriedade durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff, utilizando humor para criticar adversários e promover a imagem da então presidente, acumulando mais de um milhão de seguidores. Em 2014, Jeferson foi recebido por Dilma após sua reeleição, e participou de uma CPI sobre crimes cibernéticos, onde negou ter recebido verbas do PT. Em 2023, ele ocupou um cargo na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas foi demitido por irregularidades.
A postagem inicial de Jeferson, feita em 23 de agosto, afirmava que “católicos não votam em nenhum Bolsonaro” e insinuava que a mudança no status de Nossa Senhora Aparecida era uma intenção do candidato. A publicação rapidamente gerou uma onda de conteúdos em redes sociais, com outros usuários replicando a desinformação. A equipe de Flávio alegou que a rapidez na disseminação das mentiras indicava uma campanha coordenada para espalhar fake news, e, em resposta, apresentou uma notícia-crime ao procurador-geral eleitoral.
No dia seguinte, a narrativa de que Flávio queria alterar o título de padroeira ganhou força, com postagens de outros perfis que alcançaram milhões de visualizações. A campanha de Flávio identificou um post específico que teve grande repercussão, alertando que a desinformação se referia a um projeto de lei arquivado desde 2008, que nada tinha a ver com Flávio. A campanha considerou que houve uma ação orquestrada para prejudicar a imagem do candidato, que negou qualquer intenção de modificar o status da padroeira.
Além de refutar as acusações, Flávio também buscou ações legais para derrubar as postagens enganosas e impedir novas publicações. A campanha obteve uma decisão favorável do ministro André Mendonça do TSE, que apoiou a retirada do conteúdo falso das redes sociais. Apesar disso, a desinformação continuou a circular, especialmente em círculos da esquerda, o que a campanha reconheceu como um desafio contínuo.
Em um movimento mais drástico, a campanha também pediu a prisão preventiva de George Marques, um servidor da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, que teria compartilhado uma postagem orientando usuários a ignorar a retratação da imprensa sobre a fake news. Flávio acusou Marques de conhecer a falsidade da informação e de incitar a disseminação de mentiras, configurando crimes eleitorais e associação criminosa. A Secretaria de Comunicação do Governo Federal repudiou as alegações, afirmando que a manifestação de George ocorreu em caráter pessoal e fora do horário de expediente.
Assim, a campanha de Flávio se viu em meio a um embate intenso sobre desinformação e liberdade de expressão, enquanto tentava mitigar os danos causados pela viralização de conteúdos falsos e proteger sua imagem nas eleições.
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