Lula ignora derrotas e anuncia R$ 21 bilhões em crédito a caminhoneiros

Ícone de Busca

Na tarde de quinta-feira, 30 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou uma nova linha de crédito para caminhoneiros, sem comentar as recentes derrotas enfrentadas por seu governo. Este evento foi o primeiro após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para a Advocacia Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria. O programa Move Brasil, que inicialmente destinava R$ 10 bilhões apenas para a compra de caminhões, agora será ampliado em R$ 21,2 bilhões para incluir a aquisição de ônibus e outros veículos.

Durante a cerimônia, Lula expressou sua visão de que o Brasil pode se tornar um exportador de produtos manufaturados, afirmando que não se deve menosprezar a importância do agronegócio, que considera um sucesso inegável. Ele enfatizou que é preciso uma mudança de atitude, com mais ações e menos reclamações. O presidente também fez promessas aos sindicalistas presentes, indicando que testemunhariam o Brasil se transformar em um grande polo petroquímico, instigando a ideia de que isso está prestes a acontecer.

Lula enfrentou uma derrota significativa com a rejeição de Messias, um evento considerado histórico, já que foi a primeira vez em 135 anos que um indicado ao STF foi rejeitado pelo Senado. Para que a indicação fosse aprovada, seriam necessários 41 votos, mas apenas 34 senadores apoiaram a escolha, resultando em 42 votos contrários. Messias atribuiu sua rejeição a uma campanha de desinformação que buscou desgastar sua imagem nos meses anteriores.

Além disso, o Congresso Nacional derrubou o veto de Lula ao projeto de lei da dosimetria, que visava reduzir as penas de condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023, associados a tentativas de golpe. O veto foi derrubado com um placar expressivo, com 318 votos a favor na Câmara e 49 no Senado, sinalizando uma clara oposição ao governo.

O novo financiamento do Move Brasil, que agora inclui ônibus e micro-ônibus, está direcionado a caminhoneiros autônomos, cooperativas e frotistas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o responsável pela operação da linha de crédito, que contará com recursos do Tesouro Nacional e do BNDES. O valor máximo que pode ser financiado por beneficiário pode chegar até R$ 50 milhões, com condições a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

A ampliação do Move Brasil representa um esforço do governo para incentivar o setor de transporte e refletir uma tentativa de recuperação da imagem do governo, após as derrotas políticas. A expectativa é que essa nova linha de crédito não apenas ajude os caminhoneiros, mas também impulsione a economia, favorecendo a mobilidade e o transporte de mercadorias em um momento em que o governo busca se reerguer após retrocessos no legislativo. Em resumo, enquanto Lula busca promover o crescimento econômico e a inclusão de novos setores, ele também enfrenta desafios significativos em sua gestão, refletidos nas recentes derrotas políticas.

Fonte: Link original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias