Namorado é detido por suspeita de induzir estudante ao suicídio em Fortaleza

Namorado é detido por suspeita de induzir estudante ao suicídio em Fortaleza

Prisão de João Munhoz Neto em Caso de Morte de Estudante em Fortaleza

A prisão de João Munhoz Neto, de 34 anos, foi solicitada pela polícia em meio às investigações da morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, em Fortaleza. O delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, destacou que a detenção se deu por conta da postura “não colaborativa” do bacharel e a necessidade de investigar possíveis indícios de induzimento ou instigação ao suicídio.

Durante coletiva de imprensa, Gutiérrez relatou que o inquérito aponta para um relacionamento abusivo, caracterizado por controle e violência psicológica por parte de Munhoz. A advogada de defesa, Lígia Peixe, contestou as alegações, afirmando que não existem provas que sustentem a acusação de induzimento ao suicídio. Ela defendeu que seu cliente está colaborando com as investigações e que a polícia deve apresentar evidências concretas.

A perícia criminal determinou que a morte de Isabelle foi um “ato de precipitação voluntária”, ou seja, um suicídio, após a análise das circunstâncias do ocorrido. O delegado informou que, segundo depoimentos, Munhoz exibiu comportamentos questionáveis, como voltar ao condomínio no dia seguinte à morte de Isabelle em busca de seu celular e ter proibido a entrada da família dela no local.

Gutiérrez também mencionou que Munhoz não se apresentou à polícia após o incidente e não designou um advogado para representá-lo, dificultando o contato com as autoridades. “Ele não se colocou à disposição para esclarecimentos”, enfatizou o delegado.

Relacionamento Abusivo

Os depoimentos coletados indicam que Isabelle vivia um relacionamento marcado por controle excessivo, onde não podia realizar atividades simples sozinha, como ir à farmácia. As investigações buscam determinar se houve obstrução de provas, incluindo a análise do celular de Munhoz.

Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio La Piazza, onde residia com o namorado e a família dele, na noite de 13 de setembro. O laudo cadavérico confirmou a causa da morte como politraumatismo, compatível com a queda.

O caso ganhou notoriedade após a mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, divulgar um vídeo pedindo respostas e relatando que não foi contatada pela família de Munhoz, que também não compareceu ao velório da jovem. Munhoz foi preso preventivamente no dia 22 de setembro e seu pedido de custódia foi mantido após audiência.

Mensagens e Últimos Momentos de Isabelle

Isabelle passou o final de semana anterior ao seu falecimento na casa de sua mãe. No domingo, enviou mensagens carinhosas, incluindo um “Mãe, eu te amo”, antes de não ser mais capaz de se comunicar. Isorlanda relatou que ficou sem notícias da filha e, ao tentar contatar Munhoz, percebeu que estava bloqueada. A confirmação da morte veio através da síndica do condomínio.

A advogada Patrícia Viana, que representa a família de Isabelle, revelou que teve acesso a mensagens enviadas pela estudante, nas quais ela expressava preocupações sobre seu relacionamento e pedia que a justiça fosse feita.

As investigações continuam em andamento, e a polícia busca esclarecer todos os aspectos relacionados ao caso, que levanta questões graves sobre violência psicológica e relacionamentos abusivos.

Fonte: Link original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Categorias

Publicidade
Publicidade

Assine nossa newsletter

Publicidade

Outras notícias