Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no Japão, em 28 de março de 2023, resultando em pelo menos 50 pessoas feridas e várias outras possivelmente mortas, especialmente em um shopping center que sofreu desabamento. Além disso, milhares de residências ficaram sem energia e diversas fábricas interromperam suas atividades. O Japão, localizado no “Círculo de Fogo”, é conhecido por sua alta atividade sísmica, registrando cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior no mundo e até 2 mil abalos sísmicos perceptíveis anualmente.
Nos últimos 15 anos, o Japão já enfrentou vários terremotos devastadores. O mais notório ocorreu em 11 de março de 2011, quando um terremoto de magnitude 9 e um tsunami devastaram o nordeste do país, resultando na morte de quase 20 mil pessoas e na fusão do núcleo da usina nuclear de Fukushima, o que se tornou o pior desastre nuclear desde Chernobyl. Outros eventos significativos incluem um terremoto de magnitude 6,1 em Osaka em 18 de junho de 2018, que causou a morte de quatro pessoas e ferimentos em centenas, e um tremor de magnitude 6,7 em Hokkaido em 6 de setembro de 2018, que deixou mais de 40 mortos e a ilha sem eletricidade.
Em 13 de fevereiro de 2021, um terremoto de magnitude 7,3 atingiu a costa de Fukushima, causando feridos e cortes de energia na Grande Tóquio, seguido por um tremor de magnitude 7,4 em 16 de março de 2022, que trouxe à tona lembranças dos desastres anteriores com três mortos e mais de 200 feridos. Em janeiro de 2024, um terremoto de magnitude 7,6 na península de Noto resultou em mais de 300 mortes, e em agosto do mesmo ano, um tremor de magnitude 7,1 ao largo da costa de Miyazaki levou ao primeiro alerta sobre riscos de megaterremotos, que foi suspenso uma semana depois.
Após o recente terremoto em Kumamoto, a Agência Meteorológica do Japão (JMA) emitiu alertas de emergência para várias prefeituras da ilha de Kyushu e um alerta de tsunami com ondas de até um metro, que foi posteriormente cancelado. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, declarou que a extensão dos danos e o número de vítimas ainda estavam sendo avaliados, pedindo à população que tomasse precauções e se retirasse para locais seguros. O tremor, classificado como “severo” pelo USGS, ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros, exigindo que mais de 150 mil pessoas se dirigissem a centros de evacuação.
Além disso, grandes empresas como a TSMC e a Sony retiraram temporariamente seus funcionários de fábricas na região por precaução. A JMA também alertou sobre a possibilidade de novos terremotos fortes nas áreas mais afetadas e o risco de deslizamentos de terra. O Japão continua a enfrentar os desafios impostos pela sua localização geológica, que o torna vulnerável a desastres naturais frequentes e severos.
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