Pai de Bebê Vitimada por Estupro Relata Tragédia e Clama por Justiça em Fortaleza
Fortaleza – A dor de perder uma filha é inimaginável, e Erisvaldo Almeida, pai de uma bebê de 10 meses que faleceu após ser vítima de um crime brutal, expressou sua angústia em um desabafo emocionante. Ele revelou que não teve forças para comparecer ao sepultamento da filha e ainda luta para aceitar a tragédia que abalou sua vida.
O crime ocorreu na última segunda-feira (13), em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Durante o velório, Erisvaldo pediu um momento a sós para se despedir da criança, mas, mesmo presente em todas as etapas da cerimônia, não conseguiu suportar a ideia de enterrar a filha. "Eu não consegui enterrar a minha filha de jeito nenhum", afirmou, visivelmente abalado.
A dor da perda é intensificada pelas lembranças dos momentos juntos. "Não acredito, não estou acreditando, não caiu a ficha", desabafou o pai, que, além de lidar com a tristeza, enfrenta dificuldades para sair de casa e se alimentar desde o falecimento da menina. Ele e a mãe da criança estão separados há cerca de dois meses e têm outro filho, de 3 anos.
Suspeitos Detidos e Investigações em Andamento
As autoridades agiram rapidamente e prenderam Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, que tinha um relacionamento com a mãe da criança, e seu primo, Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos. Francisco foi detido sob suspeita de envolvimento no crime, enquanto Roberto foi encontrado sobre o corpo da bebê. A criança foi socorrida e levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
A defesa de Francisco Ray informou que ele está colaborando com as investigações e se submeteu voluntariamente à coleta de material genético. A advogada Gleyce Kelly Leitão declarou que seu cliente nega ter estado no mesmo quarto que a criança durante os eventos lamentáveis, uma circunstância que será investigada mais a fundo.
Até o momento, a defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não foi encontrada para comentar a situação. As investigações continuam, e a comunidade clama por justiça diante dessa tragédia que chocou a cidade.
A história trágica da bebê e o lamento de seu pai ecoam como um chamado à ação, reforçando a necessidade de justiça e proteção para as crianças.
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