Prefeito de Nova York Reitera Mandato de Prisão de Netanyahu em Caso de Visita aos EUA
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, voltou a enfatizar a necessidade de cumprimento do mandado de prisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, caso ele entre nos Estados Unidos. Em um vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça-feira (21), o democrata declarou que a administração federal deve agir conforme a ordem emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), reiterando que Netanyahu não é bem-vindo na cidade.
Mamdani destacou a declaração de Donald Trump, que afirmou que Netanyahu "nunca seria preso" nos EUA. Em resposta, o prefeito foi enfático: "Benjamin Netanyahu não é bem-vindo à cidade de Nova York". Ele acrescentou que sua equipe avaliou as opções legais para agir, mas concluiu que a prefeitura não possui a autoridade necessária para executar o mandado internacional.
"A cidade analisou todas as opções legais disponíveis. Verificamos que não temos a capacidade legal independente para cumprir o mandado do Tribunal Penal Internacional", afirmou Mamdani. Ele frisou que a responsabilidade de fazer cumprir a decisão da corte, que tem sede em Haia, recai sobre o governo federal. "O governo federal, no entanto, tem essa autoridade. E deve executá-la", reiterou.
A declaração do prefeito foi feita um dia após Trump afirmar que Netanyahu "não será preso, de forma alguma", enquanto estiver nos Estados Unidos. Essa declaração surge em um momento em que Mamdani havia expressado, em entrevista ao New York Times, que consideraria acionar a polícia de Nova York caso Netanyahu comparecesse à Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro.
Em novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e o ex-ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, apontando indícios de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados ao conflito na Faixa de Gaza. As acusações incluem o uso da fome como método de guerra e ataques deliberados a civis. Israel, por sua vez, rejeita essas alegações e questiona a jurisdição do TPI.
Essa situação levanta questões sobre a responsabilidade internacional e o papel dos governos na aplicação de ordens judiciais, especialmente em contextos de grave violação dos direitos humanos.
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