Incêndio no Tribunal de Justiça do ES danifica documentos importantes

Incêndio destrói documentos e processos do Tribunal de Justiça do ES

Um incêndio de grandes proporções destruiu documentos e processos armazenados pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) em um galpão localizado na região da Serra, no Espírito Santo, na manhã de terça-feira, 21 de outubro de 2023. O sinistro, que ocorreu por volta das 6h no bairro Jardim Limoeiro, não deixou feridos, mas resultou na perda total dos arquivos contidos no local. O galpão, com mais de 10 mil m², abrigava não apenas documentos e processos das comarcas de Vitória, Serra, Cariacica, Vila Velha e Viana, mas também o almoxarifado do Judiciário estadual e depósitos de materiais da Secretaria de Engenharia e Gestão Predial.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Serra e Vitória foram rapidamente mobilizadas para conter as chamas, e o comandante-geral da corporação, coronel Alexandre Cerqueira, informou que, apesar do grande incêndio, as equipes conseguiram confinar o fogo, evitando que ele se espalhasse para outros galpões adjacentes. As equipes permaneceram no local para combater focos remanescentes, enquanto uma perícia seria realizada para determinar as causas e circunstâncias do incêndio. A avaliação técnica é considerada essencial para esclarecer o que realmente aconteceu, conforme afirmou o comandante.

O TJES anunciou que parte dos documentos armazenados no galpão já havia sido digitalizada. Todos os processos enviados ao Arquivo Geral durante a atual gestão passaram por esse procedimento prévio de digitalização. Apesar da destruição dos documentos, a administração do tribunal informou que bens permanentes novos retirados do galpão durante uma reorganização recente não foram atingidos pelo fogo.

O galpão possuía um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros válido e contava com seguro contra incêndios, além de ter um sistema de videomonitoramento que havia sido reforçado. A administração do TJES ressaltou que estava promovendo ações de organização, conservação e limpeza do espaço. De fato, houve uma força-tarefa em junho e uma reorganização do Arquivo Geral em dezembro de 2025, após a posse da atual presidente do tribunal, desembargadora Janete Vargas Simões.

Entretanto, o sindicato dos servidores já havia alertado, em outubro de 2025, sobre a situação do Arquivo Geral, apontando riscos de incêndio, desorganização, mofo e condições inadequadas de armazenamento. O alerta foi feito nove meses antes do incêndio e indicava que as condições poderiam comprometer a preservação de documentos e a saúde dos trabalhadores. O galpão já havia registrado um princípio de incêndio em julho de 2024, controlado pelos próprios servidores, que não estavam treinados para lidar com esse tipo de emergência.

O TJES não divulgou quantos documentos e processos foram perdidos e nem a quantidade de material digitalizado. O tribunal também não se manifestou sobre as providências tomadas após o alerta do sindicato. A situação gera preocupações sobre a preservação de documentos e a adequação das condições de trabalho para os servidores do Judiciário, levando a uma necessidade urgente de melhorias na infraestrutura e segurança dos arquivos. A reportagem aguardava respostas das partes envolvidas até o momento da publicação.

Fonte: Link original

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