Ferroviários encerram greve nas linhas 11, 12 e 13 após acordo

Ferroviários encerram greve nas linhas 11, 12 e 13 após acordo

Greve dos Trabalhadores Ferroviários em São Paulo é Suspensa; Linhas Começam a Ser Retomadas

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil decidiu, em assembleia extraordinária realizada nesta quarta-feira (5), suspender a greve que paralisou parcialmente o transporte ferroviário na Grande São Paulo desde a terça-feira (4). A mobilização dos trabalhadores visava protestar contra a concessão das linhas e as falhas operacionais da Trivia Trens, que assumiu os serviços anteriormente geridos pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Com a nova decisão, os serviços nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade devem ser gradualmente retomados. No entanto, os trabalhadores ainda permanecem em estado de greve, o que significa que a paralisação pode ser reativada a qualquer momento, dependendo de futuras votações.

Contexto da Greve

A insatisfação da categoria se concentra nas ferrovias que foram privatizadas, sendo que as linhas 11, 12 e 13 foram concedidas à Trivia Trens no final de junho. Embora a operação ainda esteja sob a supervisão do governo, a Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) teve que devolver os ramais à CPTM por um período de 90 dias devido a falhas na nova administração.

Compromissos do Governo

Durante a assembleia, um dos pontos centrais foi a proposta da Justiça do Trabalho para a suspensão da greve. O desembargador Francisco Ferreira Jorge Neto, vice-presidente do TRT-2, sugeriu que o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) não apenas assegurasse a manutenção dos empregos dos trabalhadores das linhas paralisadas, mas também daqueles que atuam na linha 10-Turquesa, que não foi privatizada.

Freitas já havia se comprometido anteriormente a enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) visando a proteção dos atuais funcionários. Além disso, a Justiça do Trabalho elevou a multa diária para R$ 5 milhões caso 90% dos trabalhadores das linhas não comparecessem durante os horários de pico, e 70% nos demais períodos. Contudo, concordou em cancelar as multas de R$ 400 mil já aplicadas pelos dois dias de greve, desde que o sindicato aceitasse sua proposta.

Impacto para os Passageiros

Enquanto a greve permaneceu, os usuários dos trens metropolitanos enfrentaram um cenário caótico, com longas esperas e tumultos nas estações. A operação Paese (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência) mostrou-se insuficiente, gerando situações de empurra-empurra entre os passageiros que aguardavam para embarcar.

Com a suspensão da greve, espera-se que a normalização do serviço traga alívio para os usuários do transporte ferroviário na Grande São Paulo. A situação, no entanto, continua a ser monitorada de perto, já que a categoria ainda pode retomar a mobilização a qualquer momento.

Fonte: Link original

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