Família denuncia negligência após morte de bebê em UPA

Uma tragédia abalou a comunidade de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, com a morte de uma bebê de sete meses, Isadora dos Santos Braga, que foi atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na madrugada de terça-feira, 11 de agosto. A família da criança alega negligência médica após a bebê ter sido medicada no local sem que um diagnóstico preciso fosse estabelecido.

Segundo relatos dos familiares, Isadora apresentou sintomas de febre e coriza e foi levada à UPA Tito Lopes na tarde de segunda-feira, 10 de agosto. Apesar da preocupação da família, os médicos que a atenderam não conseguiram identificar a causa dos sintomas. Ao longo do atendimento na unidade, a condição da bebê se deteriorou significativamente. Por volta das 19h, a criança começou a apresentar sinais alarmantes, como a coloração roxa da pele e o surgimento de manchas vermelhas, levando a família a questionar novamente a equipe médica sobre a gravidade do quadro.

Após a insistência dos familiares, Isadora recebeu medicação; no entanto, seu estado de saúde continuou a se agravar. Passadas cerca de 10 horas desde sua chegada à UPA e diante do quadro crítico, a bebê foi transferida para o Hospital Tide Setúbal, também localizado na zona leste de São Paulo. Infelizmente, Isadora não resistiu e faleceu na madrugada de terça-feira.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi contatada para comentar o incidente e confirmou que a bebê recebeu atendimento na UPA antes de ser transferida para o hospital. Em nota oficial, a SMS expressou pesar pela perda da criança e manifestou solidariedade à família, acrescentando que a direção da UPA está à disposição dos familiares. A secretaria também informou que aguarda os resultados do laudo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para determinar a causa da morte.

A morte de Isadora gerou uma onda de indignação entre os familiares e a comunidade local, que questionam os procedimentos médicos realizados na UPA. A alegação de negligência médica é uma grave acusação, que pode implicar em investigações sobre a conduta dos profissionais que atenderam a bebê. A família está em luto e se reuniu para velar a criança, que foi sepultada na tarde de quarta-feira, 12 de agosto.

Esse trágico episódio destaca a importância da atenção médica adequada, especialmente em casos envolvendo crianças pequenas, que são mais vulneráveis a complicações de saúde. A situação também levanta questões sobre a qualidade do atendimento nas unidades de saúde pública, um tema recorrente em debates sobre o sistema de saúde no Brasil. A espera por respostas e a busca por justiça por parte da família de Isadora refletem um clamor por melhorias na assistência médica e por maior responsabilidade das instituições de saúde. A comunidade e os familiares esperam que casos como o de Isadora não se repitam e que medidas sejam tomadas para garantir a segurança e o bem-estar de todas as crianças atendidas nas unidades de saúde.

Fonte: Link original

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