PT contesta Flávio e classifica IA de Bolsonaro como ilegal

PT rebate Flávio e diz que IA de Bolsonaro em vídeo é ilegal

O Partido dos Trabalhadores (PT), por meio da Federação Brasil da Esperança, apresentou uma contestação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação a um vídeo gerado por inteligência artificial de Jair Bolsonaro, argumentando que seu uso é ilegal. A manifestação foi protocolada na noite de quarta-feira, 12 de agosto. A Federação defende que a proibição do uso de deepfake pelo TSE não depende da intenção de enganar ou da presença de avisos que informem sobre a manipulação do conteúdo. O caso é considerado ainda mais grave porque a simulação envolve uma pessoa que está juridicamente afastada do cenário eleitoral e submetida a restrições de comunicação. A inteligência artificial foi utilizada, segundo o PT, para “fazer presente” Jair Bolsonaro em um evento de alta visibilidade, apesar de ele estar impedido de participar ativamente da campanha.

Em contrapartida, na segunda-feira, 10 de agosto, a defesa de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, argumentou que a falta de consentimento não é suficiente para classificar um conteúdo como deepfake. Os advogados alegam que a irregularidade só se configura quando há a intenção de enganar o eleitor ou atribuir à pessoa retratada uma declaração ou posição falsa. A ação do PT questiona especificamente o vídeo de Jair Bolsonaro que foi exibido na convenção do PL em 25 de julho, na Arena Pacaembu, em São Paulo, onde Flávio teve sua candidatura oficializada.

O TSE possui uma resolução que veda o uso de deepfake para prejudicar ou favorecer candidaturas. Essa resolução abrange conteúdos sintéticos, que podem ser em formato de áudio, vídeo ou uma combinação de ambos, que sejam gerados ou manipulados digitalmente, mesmo que com autorização, para criar, substituir ou alterar a imagem ou a voz de uma pessoa, seja ela viva, falecida ou fictícia. A discussão sobre a legalidade do uso de deepfakes no contexto eleitoral é relevante, especialmente considerando o crescente uso de tecnologias de inteligência artificial na produção de conteúdo.

Os ministros do TSE estão agendados para se reunir na quinta-feira, 13 de agosto, a fim de discutir o caso e determinar as possíveis punições relacionadas ao uso de deepfakes durante a campanha eleitoral. A situação levanta questões sérias sobre a desinformação e a integridade do processo eleitoral, uma vez que deepfakes são ferramentas poderosas que podem manipular a percepção pública de forma realista, tornando essencial a definição clara de regras sobre seu uso em ambientes eleitorais.

Em resumo, a controvérsia em torno do vídeo de Jair Bolsonaro destaca a tensão entre o avanço tecnológico e a necessidade de regulamentação no contexto das eleições, refletindo preocupações sobre a manipulação da informação e o respeito às restrições legais impostas a candidatos. O desfecho desse caso poderá estabelecer precedentes importantes para o uso de tecnologias como deepfake no Brasil.

Fonte: Link original

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