Governo do Rio Demite Capitão da PM Condenado por Extorsão
O governo do estado do Rio de Janeiro formalizou, nesta terça-feira (18), a demissão do capitão da Polícia Militar, Fábio da Silva Ferreira. O ato foi publicado no Diário Oficial e trata-se de uma demissão ex officio, ou seja, uma decisão que parte da própria corporação sem a solicitação ou concordância do funcionário.
Fábio Ferreira foi condenado a oito anos de prisão por extorquir R$ 5 mil de um traficante em Volta Redonda. A sua trajetória judicial e administrativa foi marcada por longos processos que se arrastaram por anos. A decisão de demitir o capitão foi assinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, mas a medida se baseia em um julgamento anterior realizado por desembargadores do Poder Judiciário fluminense.
Histórico de Condenações e Liberdade Condicional
Em 2007, Fábio foi flagrado em uma interceptação da Polícia Federal, durante a qual negociava a extorsão de um traficante após a prisão de sua parceira, que estava em posse de 18 kg de maconha. A denúncia foi formalizada em 2012, resultando em sua condenação em 2015 e 2016, tanto em primeira quanto em segunda instância.
Após cumprir pouco mais de três anos de pena, o capitão obteve liberdade condicional em dezembro de 2018. Durante o tempo em que aguardou o desfecho do Conselho de Justificação, Fábio trabalhou em funções administrativas no 10º BPM (Barra do Piraí), onde atuou nas seções de Recursos Humanos e Logística ao longo de 2020. Apesar de ter realizado o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, que o habilitava para promoção a major, ele permaneceu como capitão.
Polêmica sobre Retorno de Condenados
A demissão de Fábio Ferreira levanta questões sobre a reintegração de agentes condenados na corporação. Em ocasiões anteriores, a Polícia Militar justificou que esses oficiais aguardavam o desenrolar de seus Conselhos de Justificação em atividades não relacionadas ao policiamento ostensivo.
Essa decisão destaca a postura do governo em relação a casos de corrupção e má conduta entre membros da PM, refletindo um esforço para reforçar a integridade das forças policiais no estado do Rio de Janeiro.
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