Entre os dias 16 a 20 de julho, a Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) conduziu uma pesquisa sobre os preços dos produtos agrícolas no estado, focando no valor pago diretamente aos produtores nas suas unidades produtivas. Os resultados revelaram uma diversidade de preços que variam de acordo com a localidade, refletindo as condições de mercado e a oferta de produtos.
Um dos principais produtos analisados foi o café Robusta Benef, cujo preço médio por saca de 60 kg foi de R$ 283,33. As cotações variaram nas diferentes cidades, com Porto Velho apresentando o preço mais alto a R$ 300, enquanto Jaru teve o menor valor registrado a R$ 265. Outras localidades, como Machadinho D’Oeste e Ouro Preto do Oeste, mostraram preços de R$ 290 e R$ 285, respectivamente. Vale destacar que algumas cidades, como Guajará-Mirim e Colorado do Oeste, não divulgaram suas cotações, o que pode indicar uma falta de informações no mercado local.
Além do café, foram investigados outros produtos agrícolas, como o pepino, que teve um preço médio de R$ 1,41 por quilo. A cotação variou bastante entre as cidades, com Porto Velho registrando o menor preço a R$ 1,00 e Colorado do Oeste apresentando o maior preço a R$ 2,00. Outras localidades, como Rolim de Moura e Machadinho D’Oeste, mostraram preços de R$ 0,95 e R$ 1,80, respectivamente. Novamente, várias cidades não divulgaram suas cotações, o que levanta questões sobre a transparência e a acessibilidade das informações de mercado.
A pesquisa também incluiu o leite in natura resfriado, cuja média foi de R$ 0,94 por litro. Os preços variaram entre R$ 0,80 em Cacoal e R$ 1,00 em várias cidades, como Ariquemes e Rolim de Moura. A variação de preços sugere diferenças na demanda e na oferta, além de possíveis custos de transporte e armazenamento que podem impactar os preços finais ao consumidor.
Outro produto analisado foi a carne suína, que apresentou um preço médio de R$ 7,36 por quilo. Em Porto Velho, o preço foi de R$ 7,00, enquanto Guajará-Mirim teve o preço mais alto a R$ 8,00. A maioria das cidades manteve preços em torno de R$ 7,00, embora algumas cotações não tenham sido informadas, indicando novamente a necessidade de uma melhor coleta de dados para entender plenamente o mercado.
Esses dados são fundamentais para os produtores e para o setor agrícola em Rondônia, pois ajudam a entender as dinâmicas de preços e a planejar a produção e a comercialização. Entretanto, a falta de informações em várias localidades destaca a importância de um sistema de monitoramento mais eficaz, que possa fornecer dados precisos e em tempo real, beneficiando tanto os agricultores quanto os consumidores. A pesquisa realizada pela Emater-RO é um passo importante nesse sentido, mas também revela a necessidade de melhorias na divulgação e transparência dos preços agrícolas no estado.
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