Julgamento de Ex-Policial em Caso de Duplo Homicídio: Detalhes e Testemunhos na Corte
O julgamento de Beau Lamarre-Condon, ex-policial acusado de assassinar Jesse Baird e Luke Davies, continua no Supremo Tribunal de Nova Gales do Sul. Hoje, o tribunal fez uma pausa para o chá da manhã, e a expectativa é de que os procedimentos sejam retomados antes do meio-dia.
Durante a audiência, Lamarre-Condon descreveu o momento em que Davies foi baleado. O ex-oficial afirmou que sua formação policial o ensinou a redirecionar a mira de armas quando apontadas para ele. “Vi a arma; ele a segurava com ambas as mãos e pensei: ‘ele vai disparar’. Foi quando meu treinamento policial entrou em ação”, relatou. Ele afirmou que, ao tentar desviar o braço de Davies, a arma disparou, atingindo Luke.
Lamarre-Condon também mencionou que, ao tentar pedir ajuda para Baird, avistou Davies, que não reconheceu imediatamente. O acusado alegou que Davies havia levantado a arma e o ameaçado: “Ele disse que ia me atirar”, contou. O ex-policial, em um momento de tensão, tentou se apresentar como uma pessoa não ameaçadora.
No decorrer do julgamento, o ex-oficial admitiu que disparou contra Baird, afirmando que o objetivo era acertar seu ombro direito. Ele reconheceu que, durante a luta, seu dedo permaneceu no gatilho e que, acidentalmente, disparou a arma enquanto os dois se atrapalhavam. “Foi minha culpa… Sou culpado de homicídio culposo, mas não foi intencional”, disse Lamarre-Condon.
A tensão aumentou quando ele revelou que Baird estava agitado e avançou em sua direção com uma faca. “Se eu não agisse, teria 110% de chance de ser atacado”, afirmou, justificando sua reação. O ex-policial declarou que, ao entrar na casa de Baird, buscava recuperar seus pertences, incluindo um pranchão de surfe e um anel Cartier.
Ao relatar sua rotina no dia do incidente, Lamarre-Condon disse que esperava que seria um dia normal. Ele utilizou o carro da mãe para evitar ser reconhecido e, mesmo assim, se sentia ansioso em relação a um possível pedido de restrição por parte de Baird, que havia solicitado que ele não o contatasse.
A audiência trouxe à tona detalhes sobre a relação entre Lamarre-Condon e Baird, que o ex-policial descreveu como não exclusiva, mencionando que estava se envolvendo com outras pessoas ao mesmo tempo.
O tribunal prossegue com os depoimentos e a defesa de Lamarre-Condon, que insiste na inocência das acusações de homicídio. As revelações continuam a chocar o público e a esclarecer os eventos que culminaram neste trágico desfecho.
O julgamento segue sob a supervisão da juíza Natalie Adams, e o público aguarda ansiosamente os próximos desdobramentos deste caso impactante.
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