Tragédia em Arapongas: Mãe Confessa Ter Matado os Próprios Filhos
Uma chocante revelação abalou o Paraná nesta quarta-feira (4). Franciele Gawleta, uma mulher de 29 anos, confessou à Polícia Civil ter assassinado seus dois filhos, um menino de 5 anos e uma menina de apenas 1 ano. As crianças foram encontradas sem vida dentro de um carro abandonado em uma ponte que liga os municípios de Bandeirantes e Itambaracá, na região Norte Pioneiro do estado.
De acordo com o delegado Denner Roque, responsável pela investigação, Franciele relatou que sufocou os filhos em sua residência em Arapongas. Após o ato, a mulher percorreu cerca de 145 quilômetros até a rodovia PR-436, na área do Rio das Cinzas, onde abandonou o veículo com os corpos.
Mensagens de Desespero
Antes de ser localizada, Franciele enviou áudios a um familiar informando sobre o paradeiro das crianças. Em uma das mensagens, a mãe mencionou que o carro estava destrancado e pediu que alguém fosse até o local para ajudar as crianças.
A polícia encontrou Franciele horas depois, nas proximidades de um pesque-pague, após moradores da região acionarem a Polícia Militar. A mulher foi presa em flagrante, acusada de homicídio.
Investigação sobre Custódia
A Polícia Civil investiga se o crime está relacionado a uma disputa judicial pela guarda das crianças. Segundo informações, o pai das crianças reside em Itambaracá e estava em processo de disputa judicial com Franciele, que vivia em Arapongas. Uma das linhas de investigação sugere que a mãe pode ter cometido o crime para impedir o contato do pai com os filhos, embora essa hipótese ainda não tenha confirmação oficial.
Os corpos das crianças foram encaminhados para a Polícia Científica, onde passarão por exames periciais. A investigação segue em andamento, buscando esclarecer todos os detalhes que cercam essa tragédia.
Nota da Defesa
A advogada de Franciele, Nádia Guaita Calixto Alves, afirmou em nota que a cliente está cooperando com as autoridades e confia no trabalho das instituições e do Poder Judiciário. Ela também destacou que o caso ainda está sob investigação e que conclusões apressadas podem comprometer o direito à presunção de inocência de sua cliente.
Essa tragédia gera uma onda de consternação na comunidade local e levanta questões sobre a proteção das crianças em situações de conflito familiar. A sociedade aguarda respostas e justiça para esse caso tão doloroso.
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