O Departamento de Comércio dos Estados Unidos, através de seu Escritório do Censo, divulgou recentemente que mais de 24.000 não cidadãos americanos votaram ilegalmente nas eleições de 2020. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou que não apenas esses indivíduos se registraram, mas realmente votaram de forma ilegal. Ele destacou que essa informação é apenas o começo, pois mais de 32 milhões de registros adicionais de eleitores serão analisados nas próximas semanas, com a expectativa de identificar dezenas de milhares de outros eleitores ilegais.
De acordo com o Censo, cerca de 160 milhões de pessoas votaram na eleição geral de 2020. A análise preliminar revelou, com alta confiabilidade, que mais de 128 milhões desses registros pertenciam a cidadãos, enquanto mais de 24.000 eram de não cidadãos no momento da votação. O Censo utilizou uma variedade de fontes para essa análise, incluindo registros governamentais e comerciais, como dados da Receita Federal, agências de imigração e da Administração da Seguridade Social, além de registros estaduais de eleitores compilados pela empresa DataClear.
Entretanto, para contestar o resultado da eleição, o governo Trump enfrentou um desafio significativo. Era necessário não apenas provar que votos ilegais foram emitidos em certas localidades, mas também demonstrar que esses votos ilegais foram suficientes para alterar o resultado do colégio eleitoral. Os números apresentados pelo Censo foram insuficientes para apoiar a reivindicação de Trump de que ele havia vencido a eleição. Mesmo considerando a possibilidade de 24.000 votos ilegais, Joe Biden ainda assim venceu por uma margem de mais de 7 milhões de votos.
A divulgação dos dados sobre votos ilegais reacendeu o debate sobre a integridade das eleições nos Estados Unidos e a necessidade de reformas no sistema eleitoral. A alegação de que não cidadãos votaram ilegalmente tem sido um tema recorrente entre alguns setores políticos que defendem a implementação de medidas mais rigorosas para o registro e a votação. Contudo, críticos argumentam que essas alegações frequentemente não são sustentadas por evidências concretas e podem servir para alimentar desconfiança no processo democrático.
Esses números e análises do Censo podem ter um impacto significativo nas discussões políticas futuras, especialmente em relação à legislação sobre voto e imigração. Além disso, a análise contínua de mais de 32 milhões de registros adicionais pode trazer à tona novos dados que poderiam influenciar a percepção pública sobre a questão dos votos ilegais. No entanto, é importante lembrar que, para que qualquer alegação sobre a fraude eleitoral tenha peso, deve ser acompanhada de provas robustas e contextos que demonstrem seu impacto real nas eleições.
Assim, enquanto os dados sobre 24.000 não cidadãos votando ilegalmente são preocupantes para alguns, a realidade dos números ainda aponta para uma vitória clara de Biden e questiona a eficácia das alegações de fraude que foram amplamente divulgadas durante e após as eleições. As investigações e análises em curso terão um papel crucial em moldar a narrativa sobre a integridade das eleições nos Estados Unidos nos próximos anos.
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