Haddad critica apoio de Tarcísio a Trump e aponta prejuízos a SP

O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad

Haddad Critica Tarcísio por Apoio a Trump e Tarifa de 25% sobre Produtos Brasileiros

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, fez duras críticas ao governador Tarcísio de Freitas, chamando-o de "ingênuo" por apoiar abertamente Donald Trump. A declaração veio um dia após o governo dos EUA anunciar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o que gerou repercussão nas redes sociais e na política local.

Em um evento realizado em Jales, no interior de São Paulo, Haddad expressou sua preocupação com a posição do governador em relação ao governo americano. “Espero que o Tarcísio reavalie a sua posição. Ele precisa fazer uma autocrítica por acreditar que outro país defenderia nossos interesses. Essa foi uma ingenuidade muito grande”, afirmou.

Até o momento, Tarcísio não se manifestou publicamente sobre as críticas de Haddad. No entanto, é importante lembrar que o governador havia celebrado a eleição de Trump em 2016, quando publicou um vídeo usando um boné com o famoso slogan "Make America Great Again".

A recente decisão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de aplicar tarifas sobre produtos brasileiros, que entrará em vigor no dia 22 de julho, foi justificada por alegações de que o Brasil adota práticas que prejudicam o comércio bilateral. O governo Trump citou questões como o sistema de pagamentos Pix e o desmatamento ilegal como razões para a imposição das tarifas.

Haddad defendeu o Pix, afirmando que a tecnologia não prejudica a soberania americana. “O que o Pix fere a soberania dos Estados Unidos? Nada. O Pix é uma inovação que barateia os custos de transação no Brasil”, comentou. Ele ressaltou que a relação conflituosa é entre o governo Trump e o Brasil, e não entre os dois países.

O ex-ministro também destacou que os Estados Unidos têm um superávit comercial com o Brasil e que São Paulo é o estado mais afetado pelas novas tarifas, especialmente em setores como etanol, máquinas agrícolas e papel. “O Brasil precisa estar unido para responder a essa agressão gratuita ao nosso país, que já acumula um déficit de mais de 400 bilhões de dólares com os Estados Unidos nos últimos 15 anos”, concluiu Haddad.

A situação permanece tensa e a resposta do governo paulista ainda é aguardada. As implicações econômicas dessa nova medida podem impactar fortemente o estado e sua população, gerando debates acalorados na esfera política e econômica.

Fonte: Link original

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