Inadimplência bancária atinge recorde em junho, mesmo com Desenrola 2.0

Inadimplência bancária atinge recorde em junho, mesmo com Desenrola 2.0

Taxa de Inadimplência dos Bancos Mantém Recorde em Junho, Segundo Banco Central

A taxa de inadimplência média nas operações de crédito dos bancos brasileiros permaneceu inalterada em 4,7% em junho de 2023, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (30). Este índice atinge o maior patamar desde o início da série histórica, em março de 2011, refletindo um cenário preocupante para a economia nacional.

Os dados do Banco Central consideram os empréstimos com atrasos superiores a 90 dias, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. No segmento das pessoas físicas, a inadimplência se estabilizou em 5,6%, enquanto para as empresas, o índice ficou em 3,2%, o que representa a maior taxa desde novembro de 2017.

Impacto do Programa Desenrola 2.0

Este recorde de inadimplência ocorre logo após o lançamento do "Novo Desenrola Brasil", também conhecido como Desenrola 2.0. Este programa de renegociação de dívidas, iniciado em maio, já resultou na renegociação de mais de R$ 22 bilhões, abrangendo cerca de 3,6 milhões de acordos até o final de junho. Graças a essas ações, a dívida total caiu de R$ 22 bilhões para aproximadamente R$ 4 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que a adesão ao Desenrola 2.0 foi prorrogada até 31 de agosto, permitindo que mais brasileiros possam aproveitar as oportunidades de renegociação.

Endividamento em Números

Embora a taxa de inadimplência tenha se mantido alta, os indicadores de endividamento também continuam preocupantes. Em maio, a relação entre o saldo das dívidas das famílias e a renda acumulada nos últimos 12 meses caiu ligeiramente de 49,9% em abril para 49,8%. Segundo a Serasa Experian, cerca de 82,8 milhões de brasileiros estavam endividados em março, representando 49% da população total.

Além disso, 47% dos débitos, que somaram R$ 557,7 bilhões em março, estão concentrados em instituições financeiras, destacando a relevância do Desenrola 2.0 no combate ao endividamento no Brasil.

Com a prorrogação do programa e a crescente preocupação com a inadimplência, o governo busca alternativas para aliviar a pressão sobre as famílias e empresas, em um momento econômico desafiador.

Fonte: Link original

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