Cuba acusa EUA de bloquear 7 mil contêineres de alimentos

Um homem e uma mulher andam de bicicleta em frente a uma placa com a imagem do líder revolucionário cubano Fidel Castro (1926-2016) e do comandante Juan Almeida Bosque (1927-2009), com a inscrição "Ninguém se rende aqui", em Havana, em 19 de junho de 2026.

Cuba Enfrenta Obstáculos na Chegada de Ajuda Humanitária devido ao Embargo dos EUA

O vice-primeiro-ministro e ministro de Comércio Exterior de Cuba, Oscar Pérez-Oliva, denunciou, durante uma audiência no parlamento cubano, que os Estados Unidos estão bloqueando a chegada de mais de 7 mil contêineres com mercadorias essenciais para a população cubana. Entre os itens retidos, estão alimentos, medicamentos e componentes necessários para a modernização do Sistema Elétrico Nacional e dos sistemas de tratamento de água, que enfrentam sérias dificuldades e afetam diretamente a vida diária dos cidadãos.

Pérez-Oliva destacou que esse impedimento não apenas compromete as operações comerciais do país, mas também limita o acesso a bens básicos e à restauração de infraestrutura vital. "Neste momento, [os EUA] impedem a chegada de mais de 7 mil contêineres que se encontram em diferentes portos do Caribe, contendo produtos legalmente adquiridos por Cuba. A responsabilidade por essa situação recai sobre aqueles que bloqueiam esses produtos, mas também sobre os que não fazem nada diante desse genocídio", afirmou o ministro.

Comemorações do Dia da Rebeldia Nacional

Na última sexta-feira (24), diplomatas, movimentos populares e organizações de solidariedade se reuniram em Havana para celebrar o Dia da Rebeldia Nacional Cubana. O evento, realizado no auditório da Biblioteca Nacional, lembrou os 73 anos do assalto aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, ocorrido em 26 de julho de 1953, um marco fundamental da Revolução Cubana.

O embaixador de Cuba no Brasil, Víctor Cairo, foi o principal orador da noite e traçou um paralelo entre a importância histórica da data e o atual cenário internacional, marcado pelas sanções dos Estados Unidos. Ele ressaltou que a luta iniciada por Fidel Castro continua a ser relevante, especialmente diante das tentativas de sufocar economicamente a ilha. "Milhões de cubanos sofrem as consequências do bloqueio há mais de 60 anos. Enfrentam as ordens executivas de Donald Trump, o cerco energético, os apagões, a escassez de medicamentos e todas as condições de guerra impostas pela política genocida dos Estados Unidos contra Cuba", declarou Cairo.

Essa situação crítica destaca a necessidade de uma reflexão sobre as implicações humanitárias do embargo, que continua a impactar a vida de milhões de cubanos. A luta por direitos e dignidade permanece uma constante na história de Cuba, que busca alternativas para superar os desafios impostos pelas restrições externas.

Fonte: Link original

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