Lula determina bloqueio de 143 celulares em presídio carioca

Lula determina bloqueio de 143 celulares em presídio carioca

Ministério da Justiça Bloqueia 143 Celulares de Criminosos em Presídio do Rio de Janeiro

Uma ação inovadora do Ministério da Justiça (MJ) e da Secretaria de Polícia Penal do Rio de Janeiro resultou no bloqueio de 143 celulares em posse de detentos em uma penitenciária do estado. Esta operação marca um novo capítulo na luta contra a comunicação ilícita dentro dos presídios, sendo a primeira realizada após a recente publicação de um decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na tarde desta quinta-feira (15), autoridades do MJ e da Segurança Pública do Rio se reuniram para apresentar o balanço da operação-piloto. O governador interino, desembargador Ricardo Couto, esteve entre os presentes, ressaltando a importância da medida.

O decreto, publicado na terça-feira (13), institui o Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais. Uma das principais inovações é a capacidade de equipamentos que podem localizar e bloquear imediatamente sinais de celulares em poder de criminosos nos presídios. Até então, a inutilização dos aparelhos exigia uma ordem judicial, mas agora o bloqueio pode ser realizado de forma administrativa junto à Anatel.

Ricardo Couto elogiou a iniciativa, afirmando que "essas pessoas estão utilizando o serviço de telefonia móvel para contatar o mundo externo e cometer crimes. O telefonia não deve ser uma ferramenta para o crime organizado".

O secretário Nacional de Políticas Penais do MJ, André Garcia, destacou que o governo federal já conta com 15 dispositivos de última geração para capturar sinais de telefones em presídios. "O presídio deve ser um espaço de recuperação social, não um escritório do crime", afirmou.

Equipamentos Antidrone Reforçam Segurança

Além do bloqueio de celulares, o Ministério da Justiça também entregou quatro armas antidrones às forças de segurança do Rio. Esses dispositivos têm a capacidade de bloquear sinais eletrônicos e derrubar drones, que têm sido usados por traficantes e milicianos para monitorar operações policiais e até realizar ataques.

O uso ofensivo de drones foi registrado pela primeira vez no Complexo de Israel, uma área controlada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, líder do Terceiro Comando Puro (TCP). Os equipamentos antidrones serão destinados a unidades especiais da PM, como o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil.

Daniel Hirata, assessor do Ministério da Justiça, comentou sobre a relevância dos novos equipamentos. "Assim como houve uma escalada de conflitos quando o crime começou a usar fuzis, agora podemos enfrentar uma nova escalada com drones. Esses dispositivos têm como objetivo desescalar esses conflitos e garantir maior segurança para os agentes de segurança pública e para a população das favelas", enfatizou.

Na próxima semana, a polícia do Rio de Janeiro passará por treinamentos específicos para a utilização dos novos dispositivos antidrones, que prometem trazer um avanço significativo na segurança pública da região.

Fonte: Link original

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