Homens são condenados por estupro coletivo de adolescente em Copacabana

Homens são condenados por estupro coletivo de adolescente em Copacabana

Justiça do Rio de Janeiro Condena Quatro Homens por Estupro Coletivo em Copacabana

A Justiça do Rio de Janeiro anunciou a condenação de quatro homens envolvidos em um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente, sob a supervisão do juiz João Zacharias de Sá.

Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin foram sentenciados a 15 anos de reclusão em regime fechado. Além da pena privativa de liberdade, os condenados terão que pagar uma indenização de 40 salários mínimos à vítima, em razão dos danos morais sofridos. A sentença foi publicada em 13 de outubro.

Um quinto envolvido, que é menor de idade, já havia sido internado pela Justiça em abril. O advogado de Vitor Hugo, Ângelo Máximo, se manifestou sobre vazamentos relacionados ao caso, que está sob segredo de Justiça, mas optou por não comentar mais a situação.

O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, que pertence à família de um dos réus. Segundo o relato da vítima, ela foi convidada pelo ex-namorado para ir ao local. Durante o encontro, enquanto mantinha uma relação consensual com ele, outros homens invadiram o quarto, impedindo sua saída e forçando-a a praticar atos sexuais.

A adolescente também relatou agressões físicas, como socos e tapas, e um chute na região abdominal por parte do ex-namorado. Após os abusos, ela conseguiu deixar o apartamento e procurou ajuda da família, que a levou à delegacia. A jovem foi encaminhada a um hospital para exames, onde se suspeitou de uma possível fratura de costela.

As investigações, que incluíram um relatório policial e uma denúncia da Promotoria, corroboraram a versão da vítima. Vale destacar que dois dos acusados, assim como a vítima, eram estudantes do tradicional colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, e foram expulsos da instituição após o ocorrido.

Durante o processo, a defesa de um dos réus buscou a anulação da denúncia, alegando falta de individualização das condutas criminosas. No entanto, a Justiça reafirmou a responsabilidade do acusado em relação às agressões. Além disso, a defesa de Bruno e Matheus tentou questionar a credibilidade do depoimento da jovem, alegando um diagnóstico de transtorno bipolar, mas a avaliação feita pelo Instituto Médico Legal confirmou a lucidez e orientação da vítima.

O caso levanta questões importantes sobre a segurança e o respeito às mulheres, além de evidenciar a necessidade de políticas mais eficazes no combate à violência sexual. A sociedade aguarda a finalização do processo e a aplicação da justiça.

Fonte: Link original

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