Pai e filha se declaram culpados por venda de obras de arte falsificadas nos EUA
Erwin Bankowski, de 50 anos, e sua filha, Karolina Bankowski, de 26, foram condenados por um esquema de falsificação de arte que envolveu a venda de mais de 200 obras fraudulentas a leiloeiros e galerias nos Estados Unidos. Ambos se declararam culpados em tribunal federal e podem enfrentar penas de até 20 anos de prisão.
As obras forjadas foram atribuídas a renomados artistas como Andy Warhol, Banksy e Pablo Picasso. Além disso, a dupla também falsificou pinturas de artistas nativos estadunidenses, o que poderá acarretar penalidades adicionais.
Como a fraude aconteceu?
A questão que muitos se fazem é: como as casas de leilão e os compradores não perceberam que estavam adquirindo falsificações? Os Bankowskis não apenas reproduziram as obras, mas também criaram documentos que atestavam a autenticidade das peças. Muitas das obras constavam como pertencentes a coleções privadas ou estavam associadas a galerias fechadas.
Para dificultar a verificação, pai e filha utilizaram livros antigos para fabricar certificados de autenticidade em papéis envelhecidos. A fraude foi especialmente lucrativa entre aqueles que não possuíam experiência no mercado de arte.
O impacto da falsificação na indústria
A falsificação de arte é um negócio que pode render altos lucros. Um dos trabalhos vendidos pela dupla, assinado erroneamente por Warhol, retratava um casal nu sob luz neon e foi vendido por US$ 5.500 (cerca de R$ 28 mil). Outra obra, uma cópia de uma peça de Banksy, foi adquirida por US$ 2.000 (quase R$ 10 mil), um valor que representa cerca de quinze vezes menos do que uma peça autêntica do artista.
Os ganhos não pararam por aí. Uma pintura de 1963 do artista letão-americano Raimonds Staprans, chamada Triple Boats, foi vendida por quase R$ 300 mil (US$ 60 mil). Doug Ault, em entrevista à revista Smithsonian, destacou que esse tipo de fraude não só engana os compradores, mas também prejudica artistas nativos estadunidenses e afeta a integridade do mercado cultural.
Uma das falsificações mais lucrativas gerou um lucro de US$ 160 mil (cerca de R$ 800 mil) por uma obra originalmente pertencente ao artista Richard Mayhew, um nativo americano. Este caso específico resultou em uma acusação federal por deturpação de produtos culturais nativos, incluindo outras obras indígenas.
O desfecho desse esquema criminoso levanta questões sobre a segurança e a autenticidade no mercado de arte, um setor que precisa de mais rigor para proteger tanto os artistas quanto os colecionadores.
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