Polícia Civil do Rio de Janeiro Avança nas Investigações do Caso Cláudio Landeiro
Na última quinta-feira (20), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deu um passo importante nas investigações sobre a morte brutal de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, que foi espancado até a morte em Copacabana no dia 11 de agosto. O crime ocorreu após Landeiro ser falsamente acusado de roubar uma bicicleta, que, segundo sua família, pertencia a sua irmã.
O suspeito preso, que não teve sua identidade revelada, é considerado o responsável pela abordagem inicial à vítima. Embora ele tenha agido como segurança na área onde a agressão começou, a polícia afirma que ele não participou diretamente do espancamento. O homem se entregou às autoridades após perceber que as investigações estavam avançando.
A 12ª DP (Copacabana) já identificou a participação de três homens no linchamento. Um deles, também atuando como segurança, é considerado foragido e é acusado de desferir golpes com um porrete. Além disso, os outros suspeitos são entregadores de aplicativo, cujas identidades estão sendo apuradas pela polícia.
Imagens de câmeras de segurança capturaram o espancamento que durou mais de sete minutos. A violência começou na Rua Barata Ribeiro, onde Landeiro, que apresentava transtornos mentais, foi abordado por um segurança que suspeitou dele ao ver a bicicleta. Após negar que o veículo era seu, Landeiro foi agredido com um porrete.
A investigação revela que o segurança chamou dois entregadores para intensificar a agressão. As gravações mostram a brutalidade do ato, com o segurança desferindo mais de 30 golpes em Landeiro, mesmo quando ele já estava no chão. Em um momento perturbador, o segurança é visto aproximando um celular do rosto da vítima, possivelmente gravando a cena.
Após as agressões, Landeiro foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não sobreviveu aos ferimentos. Nas redes sociais, moradores de Copacabana relataram que o segurança identificado tem um histórico de agressões a pessoas em situação de rua.
A empresa de entrega por aplicativo, envolvida no caso, afirmou estar colaborando com as investigações e lamentou a morte de Landeiro, destacando que qualquer cliente ou entregador que violar suas políticas de combate à violência pode enfrentar sanções, incluindo a desativação da conta.
A comunidade local e as autoridades continuam a exigir justiça e respostas para um crime que chocou a cidade.
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