USP busca voluntárias para pesquisa sobre ayahuasca e menstruação

USP ainda precisa de voluntárias para estudo sobre ayahuasca e ciclo menstrual – Jornal da USP

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) estão conduzindo um estudo que investiga os efeitos da ayahuasca e da cetamina no ciclo menstrual e nos sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) em mulheres saudáveis. A ayahuasca é uma bebida tradicionalmente preparada a partir de duas plantas da Amazônia: a chacrona (Psicotria viridis) e o cipó-jagube (Banisteriopsis caapi). Já a cetamina é um anestésico conhecido, que tem sido estudado por suas propriedades psicotrópicas e terapêuticas.

O objetivo da pesquisa é analisar como essas substâncias podem influenciar o ciclo menstrual e a intensidade dos sintomas da TPM em mulheres que apresentam um ciclo menstrual regular. Para isso, os pesquisadores estão recrutando voluntárias saudáveis com idades entre 18 e 45 anos. É importante que as participantes não estejam usando medicamentos psicotrópicos ou contraceptivos orais hormonais de uso contínuo e que apresentem um bom estado geral de saúde.

As interessadas em participar do estudo devem residir em Ribeirão Preto ou nas proximidades e podem se inscrever enviando um e-mail para tainibellucci@gmail.com. O estudo promete contribuir para uma melhor compreensão dos efeitos da ayahuasca e da cetamina, especialmente em relação à saúde menstrual e ao bem-estar das mulheres, áreas que ainda carecem de pesquisas aprofundadas.

Além da relevância científica, o trabalho dos pesquisadores também reflete o crescente interesse por terapias alternativas e o uso de substâncias naturais para o tratamento de condições de saúde. A ayahuasca, em particular, tem sido objeto de pesquisas e debate por suas propriedades psicotrópicas e potenciais benefícios terapêuticos, embora seu uso ainda seja cercado de controvérsias e exigências legais.

A pesquisa na FMRP é um exemplo do esforço acadêmico para explorar o potencial terapêutico de substâncias naturais e expandir o conhecimento sobre a saúde da mulher. Os resultados deste estudo poderão fornecer informações valiosas para futuras intervenções clínicas e tratamentos relacionados à TPM e outros distúrbios menstruais.

A participação no estudo é uma oportunidade para as mulheres que se enquadram nos critérios de inclusão contribuírem para a ciência e, potencialmente, beneficiarem-se dos efeitos das substâncias investigadas. A adesão a este tipo de pesquisa é crucial, pois permite que os pesquisadores obtenham dados relevantes e conduzam análises que podem levar a novas descobertas na área da saúde feminina.

Por fim, o Jornal da USP enfatiza que a reprodução de suas matérias e fotografias é permitida, desde que haja a devida citação da fonte e dos responsáveis pela criação do conteúdo. Essa política de compartilhamento é uma forma de promover a divulgação científica e a disseminação de informações relevantes à sociedade, sempre respeitando os direitos autorais e a propriedade intelectual dos envolvidos.

Fonte: Link original

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