A colunista Marisa Midori, em celebração aos dez anos de sua coluna, reflete sobre a importância do livro impresso em um mundo cada vez mais digital. Iniciando sua homenagem, ela menciona um livro especial de Lane Smith, publicado em 2010 pela Companhia das Letrinhas. Embora destinado ao público infantil, Midori acredita que os adultos também deveriam apreciar a obra, que apresenta uma conversa entre um burro e um macaco. O burro, curioso sobre um livro, questiona o macaco sobre como ele funciona, gerando uma série de perguntas que revelam a estranheza e a fascinação por um objeto que não necessita de tecnologia para operar. A simplicidade e genialidade da narrativa ressalta a conexão entre o leitor e o livro, mostrando que a leitura pode ser uma experiência profunda e envolvente.
Em 2010, o debate girava em torno da possível substituição dos livros impressos pelos digitais. No entanto, a trajetória dos últimos anos sugere uma reavaliação dessa perspectiva. Midori aponta que a leitura de livros impressos oferece um momento de descanso e introspecção em contraste com a constante conexão digital que caracteriza a sociedade moderna. Ela destaca a biblioterapia, enfatizando que a leitura torna-se uma forma de autoconhecimento e recuperação emocional em tempos de solidão e hiperconectividade. Para ela, os livros impressos se transformaram em um refúgio para a mente e o corpo, proporcionando uma pausa necessária em um mundo acelerado.
Midori também apresenta uma hipótese sobre a natureza da leitura. Ela argumenta que, ao contrário do pragmatismo associado à leitura de textos científicos, que muitas vezes não se preocupa com o formato, a literatura demanda um espaço de acolhimento e distanciamento. Esse espaço é fundamental para que a experiência de leitura seja plenamente vivida e apreciada. A colunista acredita que os leitores têm se conscientizado da importância desse espaço de pausa, essencial para a saúde física e mental.
O mercado editorial, segundo ela, tem respondido a essa demanda crescente, desenvolvendo projetos que priorizam o conforto do leitor. Livros que são bem planejados, tanto graficamente quanto em termos de conteúdo, estão se tornando mais comuns, alinhando-se às expectativas do público que busca uma experiência de leitura mais satisfatória e enriquecedora. Midori conclui que essa abordagem é a chave para um bom projeto editorial, refletindo uma nova consciência sobre a leitura.
Além disso, Marisa Midori compartilha informações sobre sua coluna “Bibliomania”, que vai ao ar quinzenalmente na Rádio USP e também está disponível no YouTube, reforçando seu compromisso com a promoção da leitura e a discussão sobre o impacto dos livros na vida das pessoas. A colunista, portanto, não apenas celebra o passado, mas também aponta para um futuro onde os livros impressos continuam a desempenhar um papel vital na experiência humana.
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