Tráfego Marítimo no Estreito de Ormuz em Queda Livre: Apenas Três Navios Navegam em 24 Horas
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das vias mais estratégicas do mundo, continua em declínio acentuado. Nesta terça-feira, apenas três embarcações passaram pela hidrovia, um número alarmante que reflete as tensões atuais entre os Estados Unidos e o Irã.
Historicamente, o estreito é responsável por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito. No entanto, um bloqueio imposto pelos EUA aos portos iranianos gerou uma resposta contundente de Teerã, que, em retaliação, implementou suas próprias restrições na região.
Entre os poucos navios que conseguiram transitar, destaca-se o Ean Spir, um navio-tanque de produtos sem bandeira ou proprietário conhecidos, que navegou pelo estreito após uma parada em um porto iraquiano. Outro cargueiro, o Lian Star, originário de um porto iraniano, também seguiu o mesmo trajeto.
Além disso, o navio-tanque de gás liquefeito Meda, que havia feito escala em um porto dos Emirados Árabes Unidos, atravessou Ormuz na segunda-feira. Esta foi sua segunda tentativa de deixar o Golfo, tendo retornado anteriormente.
Esses movimentos são uma fração dos 140 navios que atravessavam o estreito diariamente antes do início do conflito entre EUA e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro. Apesar de uma breve declaração do Irã sobre a abertura do estreito na sexta-feira, a situação se deteriorou rapidamente, resultando na proibição de passagem para muitos navios.
A corretora de navios BRS alertou que até mesmo embarcações que parecem cumprir os requisitos para transitar podem se deparar com riscos significativos. A incerteza sobre a segurança no estreito está crescendo, especialmente diante da possibilidade de um cessar-fogo entre os EUA e o Irã estar em risco. Teerã não sinalizou disposição para novas negociações, enquanto os militares americanos relataram a apreensão de um navio-tanque associado ao Irã em águas internacionais.
A situação no Estreito de Ormuz merece atenção contínua, uma vez que o futuro do tráfego marítimo e a estabilidade da região estão em jogo.
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