Estagiária da OTAN é presa na Bélgica sob suspeita de espionagem
Uma estagiária da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foi detida na Bélgica, acusada de espionagem em favor de um país estrangeiro. A prisão ocorreu em uma operação da polícia judiciária federal, confirmada pela Procuradoria Federal belga neste sábado (25).
A investigada, uma cidadã canadense de origem chinesa, atuava no Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (SHAPE), a principal sede militar da OTAN, localizada em Mons, no sul da Bélgica. As autoridades belgas indicam que ela é suspeita de ter realizado atividades de espionagem e de ter se envolvido com uma organização criminosa.
Apesar das acusações, a Procuradoria não revelou qual seria o país beneficiado pelas supostas atividades ilícitas, nem detalhou quais informações poderiam estar em questão. O início da investigação se deu após os serviços de segurança do SHAPE detectarem comportamentos considerados suspeitos durante o estágio da jovem.
"A suspeita chamou a atenção dos serviços de segurança do SHAPE, que relataram os fatos ao Serviço Geral de Inteligência e Segurança (SGRS)", informou a Procuradoria em um comunicado oficial.
Na quinta-feira (23), as autoridades realizaram buscas na residência da estagiária e em seu local de trabalho nas instalações da OTAN. No dia seguinte, uma juíza emitiu um mandado de prisão contra a jovem, que permanece detida enquanto as investigações continuam.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a defesa da acusada, nem detalhes sobre as evidências que levaram à decisão judicial. O caso levanta preocupações sobre a segurança e a proteção de informações sensíveis dentro de organizações internacionais.
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